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Dependência externa expõe o Brasil a riscos no fornecimento de adubo e pode afetar a produção agrícola

Dependência externa expõe o Brasil a riscos no fornecimento de adubo e pode afetar a produção agrícola
Imagem da Internet/Reprodução

Um levantamento recente chama atenção para a forte dependência do Brasil em relação a fertilizantes importados e os riscos associados a essa cadeia global de fornecimento. De acordo com os dados apresentados, quase metade do adubo utilizado no país vem de nações que enfrentam conflitos armados ou situações de instabilidade geopolítica. O fertilizante é um insumo essencial para a agricultura brasileira, responsável por garantir alta produtividade em culturas como soja, milho e cana-de-açúcar. No entanto, essa dependência externa expõe o setor a vulnerabilidades ligadas a guerras, tensões diplomáticas e interrupções logísticas internacionais.

Segundo os dados do levantamento, cerca de 80% a mais de 85% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados, o que torna o país altamente sensível às oscilações do mercado global e às condições políticas dos países fornecedores. Em torno de 45% desse volume tem origem em regiões consideradas instáveis do ponto de vista geopolítico.

Especialistas destacam que essa concentração do fornecimento aumenta os riscos de desabastecimento e também de elevação nos preços dos insumos agrícolas. Em um cenário de crise internacional, qualquer interrupção nas rotas comerciais pode impactar diretamente o custo de produção no campo e, consequentemente, o preço dos alimentos.

Entre os principais fertilizantes utilizados no Brasil estão os do tipo NPK, compostos por nitrogênio, fósforo e potássio, que são fundamentais para o desenvolvimento das lavouras. A maior parte desses insumos chega ao país por meio do mercado internacional, reforçando a dependência externa do setor agrícola brasileiro. O cenário atual reforça discussões sobre a necessidade de ampliar a produção nacional de fertilizantes e diversificar fornecedores, como forma de reduzir a exposição do agronegócio brasileiro às crises internacionais.

Ana Carolina