Aliados de presidente Lula estão percebendo a intervenção direta do mandatário nas disputas internas do PT como uma tentativa de reduzir tensões dentro do partido. A situação surgiu após uma reunião realizada na casa da ministra Gleisi Hoffmann, onde Lula ficou irritado com as discussões sobre a candidatura de Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, à presidência do PT.
Apesar do apoio de Lula, muitos no partido expressaram resistência à a nomeação de Edinho, e foi destacado que ele dificilmente teria apoio para ser eleito. Em resposta às críticas, Lula desafiou os presentes a apresentarem alternativas viáveis. A reunião, não registrada oficialmente na agenda de Lula, gerou polêmica, especialmente após o vazamento das discussões para a imprensa, o que deixou o presidente frustrado, que descreveu o encontro como uma “emboscada”.
Edinho Silva reagiu dizendo que a reunião tinha sido um gesto de Lula para manter a unidade do PT, mas foi usada internamente como uma arma política. A reunião era discutir a escolha de um sucessor interino para Gleisi Hoffmann e a condução do partido. Após o episódio, houve uma tentativa de distensão, com Edinho se encontrando com Gleisi no Palácio do Planalto para abrir um diálogo.
A expectativa é que o presidente interino do PT, Humberto Costa, organize esses encontros. Enquanto isso, outras tendências do partido começam a articular suas próprias candidaturas, com Rui Falcão ganhando apoio após a publicação de uma carta, onde destaca o trabalho de Gleisi e se posiciona como um possível líder para o futuro do partido.





