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Economistas projetam inflação de alimentos em até 7% com pressão de guerra e clima

Economistas projetam inflação de alimentos em até 7% com pressão de guerra e clima

A inflação dos alimentos voltou ao centro das preocupações de economistas e analistas do mercado financeiro no Brasil. Projeções recentes indicam que o grupo alimentar pode encerrar o ano com alta próxima de 7%, impulsionado por uma combinação de fatores externos e climáticos que afetam diretamente a produção e a cadeia de abastecimento. Entre os principais elementos apontados estão os efeitos de conflitos internacionais, que pressionam o preço de commodities e insumos agrícolas, e a atuação do fenômeno climático El Niño, que pode prejudicar safras e reduzir a oferta de produtos no mercado interno. Esses fatores, somados, acabam refletindo diretamente no custo dos alimentos consumidos pela população.

De acordo com economistas ouvidos pelo mercado, o cenário atual é de revisões constantes para cima nas expectativas de inflação, especialmente no grupo de alimentos, que tem maior peso no orçamento das famílias brasileiras. A pressão vinda do cenário externo, principalmente por meio do aumento do petróleo e de insumos como fertilizantes e combustíveis, também contribui para o encarecimento da produção e do transporte.

O impacto não se limita apenas ao campo e à produção agrícola. Especialistas destacam que o efeito cascata dessas pressões atinge toda a cadeia logística, elevando custos de distribuição e, consequentemente, os preços nas prateleiras dos supermercados. Isso reforça a percepção de que a inflação dos alimentos continua sendo um dos principais desafios econômicos do país.

O mercado financeiro também passou a revisar suas projeções gerais de inflação para 2026, aproximando-as do teto da meta estabelecida, o que reforça a cautela do Banco Central na condução da política monetária. Com isso, a tendência é de manutenção de juros elevados por mais tempo, como forma de conter o avanço dos preços. Diante desse cenário, analistas alertam que a persistência da inflação nos alimentos pode impactar diretamente o poder de compra das famílias, especialmente das classes de renda mais baixa, que destinam maior parte do orçamento à alimentação.

Ana Carolina