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Eliane Cantanhêde pede desculpas após fala polêmica sobre conflito no Oriente Médio

Foto: Reprodução
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A jornalista Eliane Cantanhêde, comentarista da GloboNews e colunista do Estadão, pediu desculpas após provocar polêmica por uma fala durante o programa Em Pauta, em que questionou por que os mísseis lançados pelo Irã em Israel não causam mortes e chegou a rir ao mencionar que havia mais feridos do que mortos no país. A declaração gerou críticas imediatas, sendo considerada insensível e, por alguns, interpretada como potencialmente antissemita.

Nas redes sociais, a repercussão foi rápida e negativa, com especialistas em comunicação e ativistas repudiando a fala. Entre as respostas, o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel e brasileiro de nascimento, publicou um vídeo explicando que o objetivo dos ataques é evitar mortes civis, por estratégia militar, e não por falha dos mísseis, refutando a impressão deixada por Cantanhêde.

No dia seguinte, a GloboNews exibiu ao vivo um pedido de desculpas feito pela jornalista, que admitiu ter se expressado mal e reconheceu o erro ao demonstrar falta de sensibilidade ao se referir às vítimas do conflito. Ela destacou que não houve intenção de desrespeitar ninguém. A retratação foi amplamente divulgada por diversos veículos, como Metrópoles, Terra, Gazeta do Povo e Revista Fórum.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Cantanhêde afirmou que “não sou um monstro”, em uma tentativa de defender sua imagem, mas assumiu a responsabilidade pela falta de cuidado em suas palavras. No Terra, reiterou o pedido de desculpas, reforçando que o problema foi uma má escolha de expressão.

Esse episódio se dá num momento em que a cobertura da guerra no Oriente Médio tem sido marcada por polarizações e debates acalorados no Brasil. Organizações como o Conselho Nacional dos Direitos Humanos reforçam a necessidade de uma cobertura equilibrada, que evite reforçar preconceitos ou simplificações que prejudiquem a compreensão dos fatos.

Eliane Cantanhêde, que tem longa trajetória como comentarista política, já esteve envolvida em outras controvérsias, mas esta foi a primeira vez que se retratou publicamente por suas declarações. Ela admitiu ter agido de forma impensada, motivada por uma reação espontânea que não considerou o impacto de suas palavras.

Com o caso ainda repercutindo, cresce o debate sobre a responsabilidade dos veículos na moderação de discursos que possam ser ofensivos, além da reflexão sobre a ética e o equilíbrio necessários ao tratar de conflitos internacionais, especialmente quando envolvem populações civis em situação de vulnerabilidade.

Em suma, o pedido de desculpas de Cantanhêde reacendeu discussões sobre os limites da cobertura jornalística em temas sensíveis e a importância de cuidado ao abordar questões de conflito e sofrimento humano.

Editor Sucesso