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Empresária é Condenada a 12 Anos de Prisão por Homicídio em Catalão

Reprodução Redes Sociais

 

 

Uma empresária do setor de alimentação foi sentenciada a 12 anos de prisão pelo homicídio de uma funcionária de 19 anos, ocorrido no dia 31 de março de 2018, em Catalão, no sudeste de Goiás. Adriana Alexina Leal Borges André confessou ter cometido o crime após descobrir mensagens trocadas entre a jovem e seu marido. O assassinato aconteceu dentro do restaurante da empresária, onde a vítima foi atingida por um disparo na cabeça.

 

A relação entre patroa e funcionária era inicialmente profissional, mas tudo mudou quando Adriana passou a desconfiar de uma possível traição por parte de seu marido. Segundo a empresária, a suspeita começou quando percebeu trocas de olhares entre o esposo e a jovem durante um evento social. No entanto, a confirmação veio dias depois, quando encontrou conversas comprometedoras entre os dois em um computador que a vítima havia deixado logado em sua casa.

 

Movida por um forte sentimento de ciúmes e traição, Adriana decidiu confrontar a jovem. Para isso, armou um plano para atraí-la ao restaurante. No dia do crime, a mulher ligou para a funcionária, solicitando sua presença sob a justificativa de um serviço de urgência. Quando Ana Vitória chegou ao local, a empresária a esperava sozinha.

 

 

De acordo com as investigações, assim que a funcionária entrou no restaurante, uma discussão acalorada teve início. Durante o embate verbal, a jovem teria admitido o caso e, segundo o depoimento de Adriana, fez comentários provocativos. Nesse momento, a empresária sacou uma arma e atirou contra a cabeça da vítima, que morreu na hora.

 

O marido de Adriana estava nos fundos do restaurante e ouviu o disparo. Ao presenciar a esposa com a arma na mão, temeu por sua própria vida e fugiu do local. A empresária, por sua vez, deixou o restaurante rapidamente, correu para casa e pediu que a babá cuidasse do filho do casal, de apenas dois anos. Em seguida, fugiu da cidade, mas dois dias depois apresentou-se voluntariamente à polícia, confessando o crime.

 

Julgamento e Condenação

O julgamento de Adriana ocorreu anos depois, e a empresária foi condenada por homicídio qualificado. O tribunal considerou que ela premeditou o crime ao atrair a vítima ao restaurante e atirou sem dar qualquer chance de defesa. A defesa da empresária argumentou que o crime ocorreu sob forte abalo emocional e tentou enquadrá-lo como homicídio privilegiado. No entanto, o Conselho de Sentença entendeu que os indícios apontavam para um assassinato com agravantes, incluindo emboscada e impossibilidade de reação da vítima.

 

A sentença foi assinada em setembro de 2024. O laudo da perícia revelou que o disparo foi feito à queima-roupa e por trás da vítima, reforçando a tese de execução sem chance de defesa. Testemunhas também afirmaram que Ana Vitória estava desarmada, sem qualquer possibilidade de reagir.

 

Prisão e Repercussão

Após a condenação, Adriana permaneceu em liberdade enquanto sua defesa recorria da sentença. No entanto, o recurso foi negado em fevereiro de 2025, e a prisão definitiva foi decretada. A empresária foi detida no último sábado, 29 de março de 2025, e encaminhada à Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona.

 

A Defensoria Pública de Goiás, que acompanhou a empresária durante a audiência de custódia realizada no dia 30 de março de 2025, informou que não se pronunciará sobre o caso. A defesa que atuou no julgamento também não se manifestou até o momento.

 

O crime gerou grande comoção na cidade, com opiniões divididas entre aqueles que acreditam que Adriana agiu impulsionada por forte emoção e os que defendem que o crime foi premeditado e brutal. O caso também reforça discussões sobre crimes passionais e as consequências trágicas da violência motivada por ciúmes e traição.

 

Com a condenação, a empresária deverá cumprir a pena em regime fechado, sem possibilidade de progressão antes do tempo mínimo exigido pela lei. O futuro da família envolvida, incluindo o filho do casal, agora será moldado pelas consequências desse crime que chocou a comunidade local.

Editor Sucesso