Uma situação marcou o velório de uma senhora de 71 anos em Taguatinga, no Distrito Federal, causando angústia e frustração à família e amigos. A funerária responsável pela cerimônia confundiu a data marcada para o velório, o que resultou na ausência do corpo no local onde os parentes e conhecidos aguardavam para prestar a última homenagem.
O velório estava programado para ocorrer na quarta-feira, 16 de julho, com sepultamento previsto para o mesmo dia. Contudo, a funerária Central Brasília cometeu um erro ao interpretar a data e acreditou que o evento deveria acontecer apenas no dia seguinte, quinta-feira, 17 de julho. Por essa razão, o caixão com o corpo da idosa não foi levado à capela na data correta, deixando o espaço vazio e causando um transtorno emocional para todos que se reuniram para o momento de despedida.
De acordo com relatos da família, muitos dos convidados vieram de outras cidades, incluindo pessoas que vieram de Goiânia, tiveram que pedir licença no trabalho e cancelar compromissos para acompanhar o velório. Todos eles foram surpreendidos pela ausência do corpo, o que gerou uma situação bastante desconfortável e dolorosa, principalmente diante do momento delicado do luto.
Tentativas de contato com a funerária foram feitas pela família, que recebeu a informação de que o corpo não estava pronto para o velório na quarta-feira e que a cerimônia só poderia ser realizada no dia seguinte. Isso causou ainda mais indignação, já que o agendamento oficial junto ao cemitério de Taguatinga confirmava a data original para o velório na quarta-feira, 16 de julho.
Em vídeo divulgado pela família, uma das filhas da senhora lamentou profundamente a situação, afirmando: “Já é muito sofrimento perder uma mãe. E o velório não aconteceu. Muita gente veio de longe, organizou suas vidas para estar presente, e acabou não podendo se despedir.”
A funerária Central Brasília se pronunciou oficialmente, demonstrando pesar pelo ocorrido e classificando o problema como uma falha humana isolada. Em nota, a empresa ressaltou seus mais de dez anos de atuação no mercado funerário sem incidentes semelhantes e afirmou que mantém protocolos rigorosos para garantir qualidade e respeito aos serviços prestados. A empresa também informou que já adotou medidas corretivas para evitar que esse tipo de erro aconteça novamente.
Embora a funerária tenha manifestado compromisso com a melhoria dos processos, o episódio evidenciou o impacto negativo que erros administrativos podem causar em momentos sensíveis como o luto. A situação provocou sofrimento adicional à família, que já enfrentava a dor da perda, e levantou questionamentos sobre a necessidade de maior atenção e cuidado nas operações dessas instituições.
O caso serve de alerta para a importância de processos bem estruturados e da comunicação clara entre funerárias, famílias e cemitérios, garantindo que momentos de despedida ocorram com dignidade e respeito, preservando a memória e o sentimento daqueles que ficam.
Fonte – Metrópoles





