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EUA e China retomam diálogo comercial em Londres em meio a tensões sobre tarifas e minerais estratégicos

Reuters/Florence Lo/Illustration/File Photo/Reprodução
Reuters/Florence Lo/Illustration/File Photo/Reprodução

Nesta segunda-feira (9), delegações dos Estados Unidos e da China se reuniram em Londres para mais uma rodada de negociações comerciais, em um esforço conjunto para reduzir as tensões tarifárias e buscar avanços no comércio de minerais estratégicos. O encontro ocorre após um telefonema entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que sinalizaram disposição mútua para retomar o diálogo e conter os danos econômicos provocados pelas disputas entre as duas potências.

Segundo Trump, a conversa com o líder chinês foi “muito produtiva”, e serviu como ponto de partida para a retomada das conversas presenciais. Um dos principais temas em debate é o comércio de terras raras — elementos fundamentais para a indústria de alta tecnologia — além da revisão de compromissos anteriores firmados em fóruns internacionais, como a diminuição de tarifas que ainda seguem em vigor.

Apesar da retomada do diálogo, persistem divergências entre os países. Washington acusa Pequim de não implementar medidas acordadas anteriormente, especialmente no que diz respeito à abertura de mercado e mudanças regulatórias. Já o governo chinês reclama das sanções ainda em vigor contra empresas do país, bem como das restrições a estudantes e profissionais chineses nos Estados Unidos.

Fontes próximas às negociações indicam que outro ponto sensível é o controle chinês sobre a exportação de minerais considerados críticos para o Ocidente. Os EUA pressionam por maior previsibilidade e transparência no fornecimento desses insumos, considerados estratégicos para setores como energia, defesa e eletrônicos.

Especialistas em comércio internacional avaliam que, apesar das dificuldades, as conversas em Londres representam uma oportunidade de evitar uma nova escalada nas tensões e restaurar um mínimo de confiança entre os dois países. Um eventual avanço nas tratativas poderia ter impacto direto nos mercados financeiros globais, que acompanham com cautela os desdobramentos.

A expectativa agora gira em torno da continuidade das conversas e de possíveis anúncios sobre a redução de tarifas e novos compromissos comerciais, o que pode redefinir os rumos da relação econômica entre EUA e China nos próximos anos.

Editor Sucesso