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EUA coordenam retirada de opositores venezuelanos da embaixada argentina em Caracas

Foto: EFE/ Miguel Gutiérrez/Reprodução

Em uma ação sigilosa que contou com apoio internacional, cinco opositores do governo de Nicolás Maduro foram retirados da residência diplomática da Argentina em Caracas e levados aos Estados Unidos. O grupo estava asilado no local desde março de 2024, sob constante cerco das forças chavistas. A operação foi celebrada por lideranças da oposição venezuelana e pelas autoridades norte-americanas, enquanto o regime de Maduro ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio.

Os cinco opositores são integrantes do partido Vente Venezuela, ligado à líder exilada María Corina Machado. Após receberem ordens de prisão por suposta participação em atos conspiratórios, buscaram refúgio na embaixada argentina. Durante mais de um ano, viveram sob condições extremas, com acesso limitado a água, energia elétrica e alimentação, devido a bloqueios impostos pelas forças de segurança venezuelanas.

Com a expulsão dos diplomatas argentinos pelo governo Maduro, em julho de 2024, o Brasil passou a atuar como responsável interino pela proteção da missão diplomática argentina e, por consequência, dos asilados políticos.

Retirada coordenada

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a retirada dos opositores como uma “missão bem-sucedida”. Embora detalhes logísticos não tenham sido divulgados, relatos indicam que a operação envolveu cooperação de autoridades brasileiras e argentinas. A ação coincidiu com a viagem de Maduro à Rússia, o que pode ter facilitado sua execução. Para a oposição, a operação representa um gesto de resistência frente à repressão política e reafirma a legitimidade do direito de asilo diante da perseguição imposta pelo regime chavista.

O governo argentino agradeceu publicamente o apoio dos EUA. Já o Brasil, que desempenhou papel-chave ao assumir a custódia da sede diplomática, optou por não comentar oficialmente sobre o desfecho da operação. O regime venezuelano também permaneceu em silêncio até o momento, embora já tenha acusado anteriormente Brasil e Argentina de envolvimento em “ações desestabilizadoras”.

A operação acontece em meio a um ambiente de crescente repressão política na Venezuela, onde, segundo a ONG Foro Penal, mais de 900 presos políticos seguem detidos em condições críticas. Para observadores internacionais, o resgate marca uma rara ação conjunta em defesa da democracia em solo venezuelano.

Editor Sucesso