A disputa judicial entre a deputada federal Marussa Boldrin (MDB) e seu ex-marido, Sinomar Vaz de Oliveira, ganhou novos contornos após novas acusações e a alegação de violação de uma medida protetiva por parte da deputada. Em um comunicado oficial divulgado pela defesa de Sinomar, foi afirmado que Marussa teria invadido a residência do ex-marido em duas ocasiões, sem autorização judicial, contrariando diretamente as normas estabelecidas por um pedido de medida protetiva feito por ela mesma, que proibia a aproximação de Sinomar.
De acordo com o relato feito pela advogada de Sinomar, Maria Luiza Póvoa Cruz, os acontecimentos ocorreram na última quinta-feira, 1º de maio, e foram documentados por câmeras de segurança. A primeira visita ocorreu por volta das 11h40, quando Marussa se aproximou da casa de Sinomar, localizada em Rio Verde. Ela teria conversado com os prestadores de serviço que estavam presentes, mas foi informada de que Sinomar não estava em casa naquele momento, embora o veículo dele estivesse na garagem. Após ser avisada de que o ex-marido voltaria em 30 minutos, Marussa teria deixado o local.
No entanto, cerca de uma hora depois, Marussa retornou, desta vez acompanhada de outras duas pessoas e dirigindo seu próprio carro. Ao chegar, ela encontrou a porta fechada, mas, segundo o relato da defesa de Sinomar, ela passou a esmurrar a porta e exigiu que as funcionárias, que estavam na parte de trás da residência almoçando, a deixassem entrar. O incidente causou confusão e transtornos, e as funcionárias acionaram a Polícia Militar. Mesmo ciente de que havia uma medida protetiva contra o ex-marido, Marussa insistiu em sua ação.
A situação foi amplificada pela alegação de que, além de violar a medida protetiva, Marussa também desrespeitou outra ordem judicial relacionada à guarda das crianças do ex-casal. De acordo com a defesa de Sinomar, a deputada levou os filhos de Rio Verde para Goiânia sem a devida autorização do ex-marido, impedindo o convívio familiar conforme o que foi determinado pela Justiça.
Essas novas acusações contra Marussa chegam no mesmo período em que a deputada fez duras acusações contra Sinomar, alegando ter sofrido agressões psicológicas e físicas ao longo do casamento. Marussa publicou uma carta aberta em suas redes sociais, na qual descreveu os anos de abuso emocional e traições que teria vivenciado. Ela destacou a luta pela liberdade e dignidade das mulheres que, assim como ela, enfrentam a violência doméstica. No vídeo divulgado posteriormente, Marussa agradeceu pelas mensagens de apoio que recebeu de outras mulheres e reafirmou seu compromisso com a causa.
Este episódio aumentou ainda mais a tensão entre os ex-cônjuges, e a defesa de Sinomar afirmou que tomará as medidas legais cabíveis para responsabilizar Marussa pelas alegadas violações das decisões judiciais. A situação gerou bastante repercussão nas redes sociais e na imprensa, levantando discussões sobre os limites da aplicação das medidas protetivas e os direitos de convivência familiar em casos de separação conturbada.
A assessoria de imprensa da deputada Marussa Boldrin foi contatada pela reportagem para fornecer esclarecimentos sobre as acusações, mas até o momento não houve retorno. A expectativa é que a Justiça avalie os novos desdobramentos do caso e tome as providências necessárias, com ambas as partes alegando ter evidências que comprovam suas versões. A complexidade da situação envolve não apenas as questões jurídicas relacionadas às visitas não autorizadas e à guarda das crianças, mas também as graves acusações de violência doméstica que são parte fundamental dessa disputa.
Enquanto isso, o público acompanha de perto o desenrolar deste caso, que parece estar longe de ser resolvido. O desfecho desse embate judicial pode ter implicações significativas, não só para a vida pessoal de ambos, mas também para o cenário político da deputada, que tem se posicionado ativamente em questões de direitos das mulheres, especialmente em relação à violência doméstica. O conflito entre Marussa e Sinomar segue sendo um assunto de interesse público e está sendo monitorado pelas autoridades judiciais para garantir que as leis sejam cumpridas de acordo com os princípios de justiça e equidade.
Fonte – Tribuna do Planalto





