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Falta de Anestesistas Compromete Funcionamento da Maternidade Célia Câmara

Fundahc suspende partos na Maternidade Célia Câmara por falta de anestesiologistas;
Foto: arquivo / divulgação

O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia, enfrenta sérias restrições em seu funcionamento devido à suspensão dos serviços de anestesiologia. A medida foi tomada após a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc) relatar inadimplência nos pagamentos devidos ao prestador que realizava esse serviço essencial.

Com a interrupção da anestesiologia, os atendimentos foram limitados a situações de urgência e emergência, que são classificados pelas cores vermelha, laranja e amarela no protocolo de triagem. Casos fora desses critérios estão sendo direcionados, via Regulação Municipal, para outras unidades de saúde da capital.

Negociações e tentativa de solução

Na última terça-feira (1º), representantes da administração municipal, incluindo o prefeito Sandro Mabel e o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, participaram de uma reunião com a reitora da UFG, Angelita Pereira, e a diretora da Fundahc, Lucilene de Sousa, para discutir soluções emergenciais. O objetivo do encontro foi evitar a paralisação de outros serviços assistenciais da maternidade, como atendimentos ambulatoriais e procedimentos cirúrgicos eletivos.

Segundo nota da Fundahc, os esforços estão concentrados em retomar os atendimentos o mais breve possível, mantendo diálogo aberto com fornecedores, prestadores de serviço e com a própria Prefeitura de Goiânia. A fundação reiterou seu compromisso com a segurança e o bem-estar de pacientes e profissionais.

Histórico de dificuldades na saúde materno-infantil

A crise que afeta a maternidade Célia Câmara não é recente. Problemas relacionados à falta de pagamento e contratos mal estruturados vêm sendo registrados desde a gestão anterior, do ex-prefeito Rogério Cruz. Na época, diversas unidades de saúde voltadas ao atendimento de gestantes e recém-nascidos já enfrentavam instabilidade, devido à falta de recursos e falhas na gestão.

Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito Sandro Mabel assumiu o compromisso de reestruturar os contratos com prestadores e normalizar os repasses financeiros, buscando recuperar a qualidade do atendimento materno-infantil na capital. No entanto, o cenário atual revela que parte desses desafios ainda não foi superada.

 Leia a nota da Fundahc na  íntegra: 

A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc) informa que o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) está sem serviços de anestesiologia devido à inadimplência nos pagamentos ao prestador.

O atendimento de porta na unidade será restrito no que tange urgência e emergência (fichas vermelha, laranja e amarela), com triagem e classificação de risco das pacientes para encaminhamento via Regulação Municipal a outras unidades de saúde.

Após agenda com o prefeito Sandro Mabel, o secretário de saúde Luiz Pellizzer, a reitora da UFG, Angelita Pereira, e a diretora-executiva da Fundahc, Lucilene de Sousa, na última terça-feira, 1°/7, novas negociações serão feitas com os fornecedores da fundação na expectativa de não haver impacto em outros serviços assistenciais.

A Fundahc reitera seu compromisso com a segurança dos pacientes e das equipes de saúde, e informa que permanece em diálogo com a Prefeitura de Goiânia, fornecedores e prestadores de serviços, buscando uma solução que permita a retomada dos atendimentos ambulatoriais e eletivos o mais breve possível.

Assessoria de Imprensa Fundahc
3/7/2025

Editor Sucesso