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Fieg Alerta Para Retração de Até 15% no Comércio Goiano Após Tarifas dos EUA

Fieg Alerta Para Retração de Até 15% no Comércio Goiano Após Tarifas dos EUA
(Foto: divulgação)

 

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) divulgou nesta quinta-feira (10/07) uma nota técnica expressando preocupação com os efeitos da imposição de tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que entra em vigor em 1º de agosto, se soma às tarifas já aplicadas em março deste ano sobre o aço (25%) e o alumínio (10%).

 

A Fieg destaca que setores estratégicos da economia goiana, como agroindústria, mineração e autopeças, podem sofrer perda de competitividade devido ao aumento das tarifas. Estudos preliminares indicam uma retração de até 15% no fluxo comercial entre Goiás e os Estados Unidos.

 

A entidade enfatiza a necessidade de articulação técnica entre o Itamaraty, governos estaduais e o setor produtivo para mitigar os danos. Entre as medidas sugeridas estão a diversificação de mercados, adoção de compensações fiscais para setores afetados e manutenção de canais de diálogo com o governo americano.

 

Os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque superior a US$ 156 bilhões, e o segundo principal parceiro comercial, com volume de transações que alcançou US$ 78 bilhões em 2024. A Fieg reforça que o momento exige posicionamento técnico, cooperação internacional e construção de estratégias comerciais sustentáveis, em favor da indústria goiana e nacional e da preservação de empregos e investimentos.

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também se manifestou sobre a medida, afirmando que “não há fato econômico que justifique” a tarifa extra de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros. A entidade destacou que a relação comercial entre os dois países é equilibrada e que a medida pode ter impactos graves para a indústria brasileira, que está interligada ao sistema produtivo americano.

 

Diante desse cenário, a Fieg reforça a importância de intensificar as negociações e o diálogo com os Estados Unidos para reverter essa decisão e preservar os interesses da indústria goiana e nacional.

 

Fonte – Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)

Editor Sucesso