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UM DOS MAIORES FOTÓGRAFOS DO MUNDO: A MORTE DE SEBASTIÃO SALGADO

Sebastião Salgado - UM DOS MAIORES FOTÓGRAFOS DO MUNDO
Por Fernando Frazão/Agência Brasil

Morre aos 81 anos o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial. Seu legado atravessa fronteiras e humaniza a história através das lentes.

A perda de um ícone da fotografia mundial

O Brasil e o mundo da arte perderam, nesta sexta-feira (23), um de seus maiores expoentes visuais: Sebastião Salgado, que faleceu em Paris aos 81 anos. A causa da morte não foi divulgada. Reconhecido por seu olhar humanista e sua estética poderosa em preto e branco, Salgado marcou o jornalismo visual ao documentar com sensibilidade e profundidade a condição humana ao longo de cinco décadas.

Início da trajetória e impacto global

Sebastião Salgado iniciou sua carreira como fotógrafo em 1973. Economista de formação, abandonou a carreira técnica para se dedicar à arte de capturar imagens que revelam as complexidades sociais e ambientais do planeta. Seu trabalho o levou a mais de 100 países, registrando desde conflitos armados e migrações forçadas até belezas naturais intocadas.

Obras e projetos marcantes

Entre seus projetos mais famosos estão:

  • “Êxodos” – uma extensa documentação de fluxos migratórios globais;

  • “Trabalhadores” – um mergulho visual nas realidades do trabalho braçal ao redor do mundo;

  • “Gênesis” – projeto voltado à natureza, resultado de oito anos de expedições fotográficas para registrar regiões ainda intocadas pela humanidade.

Esses projetos não só impactaram o público e a crítica, como influenciaram gerações de fotógrafos documentais.

“O Sal da Terra” e o reconhecimento cinematográfico

Em 2014, sua vida e obra foram eternizadas no documentário “O Sal da Terra”, codirigido por Wim Wenders e por seu filho, Juliano Ribeiro Salgado. O filme foi premiado no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Documentário, consolidando internacionalmente o prestígio de Salgado.

Compromisso ambiental e o Instituto Terra

Além da fotografia, Salgado dedicou-se intensamente à causa ambiental. Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, fundou o Instituto Terra, em Minas Gerais, projeto de reflorestamento que recuperou milhares de hectares de Mata Atlântica. A iniciativa é um exemplo concreto de engajamento ecológico e responsabilidade social.

Ambientalismo

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Evolução do reflorestamento do Instituto Terra.

Ao longo dos anos, Sebastião Salgado tem contribuído generosamente com organizações humanitárias incluindo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, (ACNUR), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional. Com sua esposa, Lélia Wanick Salgado, apoia atualmente um projeto de reflorestamento e revitalização comunitária em Minas Gerais (Instituto Terra).

Prêmios

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Exposição das fotografias de Sebastião Salgado no Museu da Imagem e do Som de Alagoas

Legado eterno

A morte de Sebastião Salgado representa não apenas a perda de um artista brilhante, mas de um testemunho visual da história contemporânea. Suas imagens transcendem a estética: são documentos vivos da luta, da dor e da beleza da humanidade. Seu legado segue vivo em museus, galerias, livros, documentários — e, sobretudo, na memória coletiva de um mundo que ele ajudou a enxergar com mais empatia.

Algumas de suas fotos inesquecíveis:

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Fotos de Sebastião Salgado

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