Goiás definiu nas eleições de 2026 os 17 deputados federais que representarão o estado na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2027. A votação terminou com uma composição diversificada entre diferentes partidos, mantendo nomes experientes e também renovando parte da bancada goiana em Brasília.
Com 100% das urnas apuradas, Bruno Peixoto, do União Brasil, foi o candidato mais votado para deputado federal em Goiás. Ele recebeu 207.899 votos, correspondentes a 5,76% dos votos válidos, e terminou a disputa à frente dos demais concorrentes.
Na segunda colocação ficou a Delegada Adriana Accorsi, do PT, com 177.103 votos, equivalentes a 4,91% dos votos válidos. A parlamentar conseguiu a reeleição e continuará representando Goiás na Câmara dos Deputados durante os próximos quatro anos.
O terceiro colocado foi Fred Rodrigues, do PL, que recebeu 152.380 votos, ou 4,22% dos votos válidos. O resultado garantiu ao Partido Liberal uma posição de destaque na futura bancada goiana, que será a maior entre os partidos do estado.
A eleição também confirmou a força de nomes que já possuem trajetória na política goiana. Flávia Morais, do MDB, foi eleita com 143.497 votos, enquanto Magda Mofatto, também do PL, alcançou 131.983 votos.
Lucas do Vale, do PSD, recebeu 126.679 votos e também garantiu uma cadeira na Câmara. Adriano do Baldy, do PP, foi eleito com 123.011 votos, enquanto Daniel Agrobom, do PSD, conquistou 116.842 votos.
José Nelto, do União Brasil, ficou entre os eleitos com 115.504 votos. Lucas Calil, do PRD, recebeu 109.025 votos e também garantiu seu espaço na bancada goiana.
Célio Silveira, do MDB, foi eleito com 105.256 votos. Major Vitor Hugo, do PL, alcançou 104.378 votos e retorna à Câmara dos Deputados. Rubens Otoni, do PT, obteve 101.902 votos e também garantiu sua permanência no Congresso.
A lista dos eleitos ainda inclui Glaustin da Fokus, do Podemos, com 98.652 votos; Marussa Boldrin, do Republicanos, com 88.888; Silvye Alves, do União Brasil, com 78.332; e Fábio Sousa, do PL, que encerrou a disputa com 43.643 votos.
A distribuição das cadeiras mostra que o PL conseguiu eleger quatro deputados federais e terminou com a maior bancada partidária de Goiás. O União Brasil ficou com três vagas, enquanto PT, MDB e PSD conquistaram duas cadeiras cada.
Também elegeram representantes o PP, o PRD, o Podemos e o Republicanos, com uma vaga cada. O resultado evidencia uma composição bastante fragmentada, sem que um único partido tenha capacidade de controlar sozinho a representação do estado na Câmara.
Dos 17 deputados federais eleitos, 11 conseguiram a reeleição. Isso significa que a maior parte da bancada atual conseguiu permanecer no cargo, garantindo continuidade a uma parcela significativa da representação goiana em Brasília. Ao mesmo tempo, seis novos nomes passam a integrar o grupo a partir de 2027.
Outro destaque do resultado é a presença feminina. Cinco mulheres foram eleitas para representar Goiás na Câmara dos Deputados. Entre elas estão Delegada Adriana Accorsi, Flávia Morais, Magda Mofatto, Marussa Boldrin e Silvye Alves.
A presença de cinco mulheres entre os 17 eleitos representa uma participação feminina relevante na bancada goiana e mantém nomes que já possuem experiência na política nacional, ao mesmo tempo em que reforça a presença de diferentes grupos e correntes políticas na representação do estado.
O resultado também mostra a força eleitoral do PL em Goiás. Além de Fred Rodrigues, o partido elegeu Magda Mofatto, Major Vitor Hugo e Fábio Sousa. Com quatro cadeiras, a legenda terá uma presença importante na bancada goiana durante a próxima legislatura.
A presença do PT também será significativa. A legenda conseguiu eleger novamente Delegada Adriana Accorsi e Rubens Otoni, garantindo duas cadeiras para o partido. O resultado mantém uma representação da esquerda dentro da bancada goiana, em meio a uma composição na qual partidos de centro e direita possuem maior número de representantes.
O União Brasil, por sua vez, terá três parlamentares: Bruno Peixoto, que foi o mais votado da eleição, José Nelto e Silvye Alves. O desempenho do partido demonstra sua força eleitoral no estado e garante uma bancada relevante na Câmara.
O MDB também terá dois representantes, Flávia Morais e Célio Silveira. O PSD contará com Lucas do Vale e Daniel Agrobom, enquanto outras legendas completam a composição.
A distribuição das vagas é resultado do sistema proporcional utilizado nas eleições para a Câmara dos Deputados. Diferentemente da disputa majoritária, na qual vence o candidato que obtém mais votos, a eleição para deputado federal considera o desempenho dos partidos e federações para definir a distribuição das cadeiras.
Depois da definição do número de vagas destinadas a cada legenda ou federação, são considerados os candidatos mais votados dentro de cada grupo. Por isso, a votação individual é importante, mas o resultado final também depende do desempenho coletivo dos partidos.
A votação em Goiás ocorreu em um cenário de forte participação eleitoral, mas também com uma taxa expressiva de abstenção. Dos eleitores aptos no estado, 21,84% não compareceram às urnas. Os votos brancos representaram 5,70%, enquanto os votos nulos chegaram a 3,32%.
Os números mostram que uma parcela significativa do eleitorado goiano não participou diretamente da escolha dos representantes para a Câmara. A elevada abstenção também fez parte de um cenário nacional marcado por uma participação abaixo do total de eleitores aptos.
A nova bancada terá pela frente um mandato de quatro anos, com início em 1º de fevereiro de 2027. Durante esse período, os deputados deverão representar os interesses de Goiás em votações de projetos, discussões sobre orçamento, reformas, políticas públicas e demais decisões que passam pelo Congresso Nacional.
Entre as principais responsabilidades dos parlamentares estarão a apresentação e análise de propostas legislativas, a fiscalização dos atos do governo federal e a participação nas discussões sobre o orçamento da União. Os deputados também poderão atuar diretamente na destinação de recursos para municípios e diferentes regiões do estado por meio de emendas parlamentares.
O desempenho de Bruno Peixoto chama atenção por ele ter terminado a disputa como o deputado federal mais votado de Goiás. A votação superior a 200 mil votos o coloca em posição de destaque dentro da nova bancada e poderá ampliar seu peso político nas articulações do estado em Brasília.
A reeleição de Adriana Accorsi também representa a manutenção de uma liderança importante do PT em Goiás. Com mais de 177 mil votos, ela terminou como a segunda candidata mais votada e garantiu mais quatro anos de atuação na Câmara.
Fred Rodrigues, por sua vez, aparece como um dos principais nomes da nova bancada do PL. Sua votação superior a 150 mil votos o colocou na terceira posição geral e contribuiu para que o partido conquistasse quatro das 17 vagas destinadas ao estado.
A composição final também evidencia que o eleitorado goiano distribuiu seus votos entre diferentes forças políticas. Embora o PL tenha conquistado a maior bancada, outras legendas conseguiram resultados expressivos e terão representação relevante na Câmara.
Esse equilíbrio entre partidos deverá exigir articulação política dos parlamentares goianos. Questões de interesse estadual, como investimentos federais, infraestrutura, saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico, poderão depender da capacidade dos deputados de atuarem de maneira coordenada.
A presença de 11 deputados reeleitos também poderá facilitar a continuidade de projetos e articulações já iniciados na legislatura anterior. Esses parlamentares chegam ao novo mandato com experiência no funcionamento da Câmara, relacionamento com diferentes bancadas e conhecimento dos processos legislativos.
Ao mesmo tempo, os novos integrantes terão a oportunidade de apresentar novas pautas e representar segmentos específicos do eleitorado que os escolheram. A renovação parcial da bancada pode trazer novos temas para o debate político de Goiás em Brasília.
A eleição também terá impacto sobre a relação entre Goiás e o governo federal. A posição política de cada deputado poderá influenciar votações importantes e a construção de alianças ao longo dos próximos quatro anos.
A bancada goiana deverá atuar em um Congresso que terá uma nova configuração nacional após as eleições de 2026. O resultado no estado acompanha mudanças observadas em outras unidades da Federação e reforça a presença de partidos de direita e centro-direita no Legislativo, sem eliminar a representação de forças de esquerda.
Com o resultado definido, os 17 eleitos começam agora uma nova etapa até a posse. Os próximos meses deverão ser marcados pela formação das bancadas, escolha das comissões, definição de lideranças partidárias e articulações para a nova legislatura.
Para Goiás, a composição da Câmara será fundamental na busca por recursos e projetos federais. A atuação conjunta dos parlamentares poderá ser determinante para defender investimentos em áreas consideradas estratégicas para o estado.
A eleição de 2026, portanto, produziu uma bancada marcada pela continuidade, mas também por mudanças importantes. O PL saiu fortalecido, o União Brasil manteve uma presença relevante, PT, MDB e PSD garantiram duas cadeiras cada, e outros partidos também conquistaram espaço.
O eleitorado goiano definiu uma representação que reúne diferentes perfis e posições políticas. Agora, caberá aos 17 deputados eleitos transformar a votação recebida nas urnas em atuação parlamentar ao longo dos próximos quatro anos.
A nova bancada tomará posse em 1º de fevereiro de 2027 e terá pela frente o desafio de representar um estado com peso crescente no cenário econômico e político nacional. A expectativa é que os parlamentares consigam conciliar as demandas de suas bases eleitorais com as discussões de interesse nacional que estarão no centro do Congresso.
O resultado final deixa claro que Goiás terá uma bancada diversificada, com predominância de partidos de centro e direita, mas também com representantes de diferentes correntes políticas. A disputa eleitoral terminou, mas a atuação dos 17 deputados começará oficialmente em 2027, quando terão a responsabilidade de defender os interesses do estado na Câmara dos Deputados.





