Estado emite alerta para riscos à saúde e incêndios com a combinação de calor extremo e baixa umidade
O Estado de Goiás deve enfrentar, nesta terça-feira (9), um dos dias mais quentes do ano. A previsão é de que os termômetros alcancem até 41 graus Celsius em municípios da Região Leste, com sol forte e céu claro em praticamente todo o território goiano.
As altas temperaturas, combinadas com a baixa umidade do ar, colocam o estado em nível de alerta para riscos à saúde da população e aumento no perigo de queimadas. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), ligado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 20%, índice considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com o gerente do Cimehgo, André Amorim, trata-se de um cenário de risco extremo: “Estamos em risco crítico, tanto para a saúde da população quanto para a ocorrência de incêndios florestais em diversas regiões do estado”.
Em Goiânia, a capital, a previsão é de mínima de 20 °C e máxima de 36 °C, com umidade variando entre 16% e 60%. O nascer do sol ocorreu às 6h17 e o pôr do sol está previsto para as 18h11.
Estiagem prolongada
A situação é agravada pela estiagem que atinge o estado. Em algumas regiões, já são mais de 120 dias sem chuvas significativas. A ausência prolongada de precipitações contribui para o ressecamento do solo, o aumento da temperatura e a deterioração da qualidade do ar.
Alerta da Saúde
Diante das condições climáticas adversas, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) emitiu um alerta à população sobre os perigos da exposição ao calor intenso e à baixa umidade. Segundo a pasta, a situação demanda cuidados redobrados, principalmente com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Conforme a nota técnica publicada pela SES-GO, a umidade ideal para o bem-estar humano, segundo a OMS, é superior a 60%. No entanto, em várias áreas de Goiás, os índices têm ficado abaixo dos 20%, chegando a menos de 15% em alguns pontos.
A subsecretária de Vigilância em Saúde do estado, Flúvia Amorim, destaca que a baixa umidade contribui para o agravamento de quadros respiratórios e aumenta a incidência de alergias, infecções, irritações nos olhos, sangramentos nasais e desidratação. Ambientes secos também favorecem a sobrevivência de vírus e bactérias, ampliando o risco de transmissão de doenças.
Recomendações para a população
A Secretaria de Saúde orienta a adoção de medidas simples, mas eficazes, para mitigar os efeitos do calor e da baixa umidade. Entre elas:
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Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h;
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Ingerir líquidos com frequência (água, sucos naturais e água de coco);
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Usar roupas leves, protetor solar e chapéus;
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Manter os ambientes ventilados e, quando possível, utilizar umidificadores ou toalhas úmidas;
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Evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia;
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Reforçar os cuidados com crianças e idosos, mais vulneráveis aos efeitos do clima seco.
Em ambientes escolares e coletivos, a SES recomenda que sejam disponibilizados bebedouros, incentivado o consumo de água e oferecidas alternativas de hidratação, como sucos naturais. Os espaços devem permanecer ventilados e os alunos orientados sobre os riscos do calor e da desidratação.
Caso surjam sintomas como mal-estar, tontura, falta de ar ou sangramentos nasais frequentes, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima.
Fonte – Tribuna do Planalto





