A Polícia Civil de Gurupi, no sul do Tocantins, indiciou na última quarta-feira, 23, uma jovem de 21 anos em um caso de estelionato acusada de forjar uma gravidez para extorquir dinheiro de um homem com quem teve um breve relacionamento. O inquérito aponta que a mulher simulou uma gestação durante cerca de nove meses, alegando complicações médicas e a necessidade de cuidados especiais.
Sensibilizado com a suposta situação, o homem realizou diversas transferências bancárias ao longo do período, acreditando estar apoiando financeiramente a gestação de seu futuro filho. A suspeita só surgiu após a data prevista para o parto, quando a mulher começou a evitar encontros e dificultar o contato.
Durante esse tempo, ela chegou a compartilhar em suas redes sociais imagens de um bebê recém-nascido, além de desabafos emocionais sobre a ausência do pai, reforçando a falsa narrativa. Quando o homem tentou conhecer a criança e agendou um teste de DNA, a mulher não apareceu na clínica marcada.
Pouco tempo depois, o enredo tomou um rumo ainda mais grave: a jovem publicou mensagens nas redes lamentando a morte da criança. Comovido e confuso, o homem tentou obter informações sobre o suposto falecimento, mas encontrou contradições nos relatos. Detalhes sobre o local do óbito e o serviço funerário citado não batiam, o que levou a vítima a procurar a polícia.
As investigações revelaram que a gravidez nunca existiu e que todo o esquema foi planejado para obter vantagens financeiras. A jovem foi indiciada por estelionato, e o caso segue sob apuração.
As autoridades alertam para que vítimas de situações semelhantes denunciem o quanto antes. Casos como este, além de causar prejuízos financeiros, envolvem manipulação emocional e podem ter graves consequências psicológicas para os envolvidos.





