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Governo busca apoio do Congresso para manter aumento do IOF e alerta para risco de paralisação administrativa

Foto: REUTERS/Adriano Machado/Reprodução

O governo federal intensificou suas tentativas de garantir que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) permaneça em vigor, mesmo diante da resistência encontrada no Congresso. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, realizou encontros com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para debater os possíveis impactos da revogação do decreto que elevou o imposto.

Haddad ressaltou que não existem alternativas eficazes para substituir a receita adicional obtida com o aumento do IOF e advertiu sobre o perigo de um possível “shutdown” — situação em que o funcionamento do governo fica paralisado devido à falta de recursos financeiros. Ele explicou que cancelar a medida exigiria a realização de novos cortes orçamentários, o que comprometeria o funcionamento das atividades públicas.

Além disso, o ministro mencionou que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou propostas alternativas, mas apontou que existem limitações constitucionais que dificultam a implementação imediata de novas receitas sem a aprovação do Congresso. Haddad destacou ainda que o governo ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o decreto e está analisando as sugestões recebidas.

No entanto, a oposição no Parlamento tem pressionado para que o aumento do IOF seja revogado, argumentando que a medida onera a população e pode prejudicar a recuperação econômica. Mais de vinte projetos foram apresentados com o objetivo de sustar o decreto, e líderes contrários à elevação do imposto vêm se manifestando publicamente contra a decisão.

Em resposta, Haddad tem buscado explicar as razões por trás do aumento do IOF e os riscos que uma eventual revogação pode trazer para as contas públicas. Ele frisou que a medida foi tomada para cumprir as metas fiscais acordadas com o Congresso e evitar desequilíbrios no orçamento.

Enquanto isso, o governo segue tentando obter respaldo para manter o aumento do IOF, e a questão segue gerando divisões e debates acalorados no Legislativo, com opiniões divergentes quanto aos efeitos econômicos e sociais da medida.

Editor Sucesso