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Greve dos ônibus de Goiânia é suspensa após mediação no TRT‑GO

Foto: CMTC/Reprodução
Foto: CMTC/Reprodução

A greve dos motoristas e cobradores do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, marcada para iniciar na sexta-feira, 27 de junho de 2025, foi suspensa após audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região. Uma nova audiência foi agendada para a segunda-feira seguinte, 30 de junho, às 14h30, com a expectativa de avanços nas negociações.

Durante a reunião, o sindicato dos trabalhadores (Sindcoletivo) reduziu suas reivindicações: o reajuste salarial pedido caiu de 20% para 10%, e o aumento no auxílio-alimentação foi ajustado de 25% para 15%. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (SET) também apresentou uma nova proposta, elevando o reajuste de 5,36% para 6%, o que corresponde a um ganho real de 1,14% acima da inflação.

Apesar da ausência de um acordo definitivo, as partes concordaram em suspender temporariamente a greve e manter o diálogo. A categoria havia rejeitado anteriormente a proposta patronal de 5,36% em assembleia realizada no Terminal Padre Pelágio. Os trabalhadores também pedem a retomada do adicional por tempo de serviço, retirado em 2017, e melhorias nas condições de transporte entre as garagens e os locais de trabalho.

O Sindcoletivo manifestou insatisfação com a conduta das empresas, que não compareceram a audiências anteriores no TRT e na Superintendência Regional do Trabalho. Segundo o sindicato, essa postura demonstra falta de comprometimento com o processo de negociação e contribui para o risco de paralisação.

Com a greve suspensa, o sistema de transporte público seguirá operando normalmente na sexta-feira. No entanto, o estado de greve foi mantido. Se não houver progresso até a próxima audiência, a paralisação poderá ser retomada à meia-noite da terça-feira seguinte, 2 de julho. Tanto o Ministério Público do Trabalho quanto o Tribunal Regional do Trabalho recomendaram que as empresas considerem um reajuste mínimo de 7,5%, como forma de avançar nas tratativas.

Os trabalhadores argumentam que enfrentam perdas acumuladas devido à inflação e à ausência de reajustes em anos anteriores, especialmente em 2020. Por outro lado, o SET afirma ter concedido cerca de 9% de ganho real nos últimos dois anos, o que considera um esforço significativo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

A audiência marcada para o dia 30 de junho é vista como decisiva. Caso não haja acordo, uma nova paralisação do transporte coletivo poderá impactar severamente a mobilidade urbana em Goiânia e nos municípios da região metropolitana. O desfecho das negociações é aguardado com atenção por trabalhadores, empresas e milhares de usuários que dependem diariamente do sistema.

Editor Sucesso