Um grupo ligado a parlamentares e juristas alinhados ao governo Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a estreia do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa também pede que a Justiça Eleitoral avalie se a produção pode configurar propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder econômico.
O pedido foi protocolado pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e por integrantes do grupo jurídico Prerrogativas. Eles sustentam que a exibição do longa, prevista para ocorrer antes do período eleitoral, pode influenciar o debate político e desequilibrar a disputa presidencial de 2026. Segundo os autores da ação, o filme teria forte carga política e poderia funcionar como instrumento de comunicação de massa em favor de um dos principais nomes da direita no país. A preocupação central é o impacto que a produção pode ter na formação da opinião pública em um momento considerado sensível do calendário eleitoral.
A representação também cita suspeitas relacionadas ao financiamento da obra. O grupo pede que o TSE investigue a origem dos recursos utilizados na produção, após a divulgação de informações sobre possíveis repasses envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e estruturas financeiras no exterior. Os peticionários argumentam que o volume de recursos investidos no projeto seria incompatível com uma produção cultural neutra, o que levantaria dúvidas sobre eventual uso indireto de financiamento político. Além disso, pedem que outras autoridades, como Polícia Federal, Receita Federal e Coaf, também acompanhem o caso.
A ação pede ainda uma medida cautelar para suspender qualquer exibição, divulgação, pré-estreia ou publicidade do filme até o fim do processo eleitoral. O argumento é de que a veiculação do conteúdo poderia gerar vantagem indevida no debate público e afetar a igualdade de condições entre candidatos. O caso agora será distribuído a um ministro do TSE para análise. Até o momento, não há decisão sobre o pedido.





