O influenciador digital Hytalo Santos se pronunciou publicamente pela primeira vez após ser citado em um vídeo do youtuber Felca, que denunciou a suposta exploração de crianças e adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais. O caso, que ganhou grande repercussão online, está atualmente sendo investigado pelo Ministério Público.
Em nota divulgada à imprensa, Hytalo negou todas as acusações e afirmou que sua conduta sempre esteve alinhada ao respeito e à proteção de menores. “Minha trajetória pessoal e profissional sempre foi guiada por um compromisso inabalável com a proteção de crianças e adolescentes”, declarou. Ele também reforçou que não obstruiu qualquer investigação e que está à disposição das autoridades, mesmo estando fora de Goiás há mais de um mês.
Vídeo de Felca impulsionou investigações
O vídeo publicado por Felca expõe uma série de situações envolvendo crianças em contextos considerados inapropriados, incluindo uso de roupas curtas e atitudes adultizadas. Segundo o youtuber, esses conteúdos seriam monetizados, levantando suspeitas de que haveria exploração comercial com conotação sexual. Após a repercussão, a Justiça autorizou buscas e apreensões de equipamentos eletrônicos pertencentes a Hytalo.
Ainda segundo o influenciador, apenas duas adolescentes atualmente residem com ele, com o consentimento de seus responsáveis. Hytalo afirma que fornece moradia, educação em escolas particulares e suporte para produção de conteúdo digital. “Aqui é como uma família, mesmo que não sejamos uma família tradicional. É uma relação baseada no afeto e cuidado”, afirmou.
Defesa e abandono de advogados
Apesar da nota oficial, o caso ganhou novos contornos com a saída dos advogados que defendiam Hytalo, que teriam alegado incompatibilidade de interesses com os envolvidos. Internautas também notaram que o perfil de Hytalo no Instagram foi desativado após as denúncias ganharem força.
O influenciador garantiu que irá prestar todos os esclarecimentos dentro do processo e disse não aceitar que sua imagem seja manchada por “narrativas infundadas”.
As investigações continuam sob responsabilidade do Ministério Público, que analisa o material apreendido e os depoimentos colhidos para determinar se houve violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente e se os conteúdos produzidos configuram exploração infantojuvenil.





