Denúncia anônima revelou maus-tratos, abandono e exploração financeira das vítimas
Três idosos foram retirados de um abrigo clandestino localizado no Setor Parque das Nações, em Aparecida de Goiânia (GO), na manhã do último sábado (21), após uma ação da Polícia Militar de Goiás (PMGO). As vítimas — de 62, 77 e 83 anos — viviam em condições degradantes e foram encontradas em situação de extrema vulnerabilidade. Dois homens foram presos suspeitos de manter o local e explorar os idosos.
A operação teve início após uma denúncia anônima, que indicava maus-tratos e abandono no imóvel. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais foram recebidos por dois homens, de 33 e 66 anos, que afirmaram não haver mais ninguém na residência. Contudo, durante a inspeção, os agentes localizaram os idosos em um barracão nos fundos do terreno.
Segundo a PM, os idosos estavam sem alimentação adequada, higiene mínima ou cuidados básicos de saúde. Um deles relatou que estava no local há cerca de quatro meses, em completo isolamento.
Além das condições insalubres, os idosos contaram que tinham seus cartões bancários retidos pelos suspeitos, que utilizavam os benefícios previdenciários das vítimas sem autorização. O crime se enquadra como apropriação indébita e exploração financeira, conforme previsto no Estatuto do Idoso.
Após o resgate, as vítimas foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), sendo encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Buriti Sereno, onde permanecem em observação médica.
A Vigilância Sanitária esteve no local e determinou a interdição imediata do abrigo, que operava de forma completamente irregular, sem qualquer tipo de licença, estrutura ou condições sanitárias para acolhimento de pessoas idosas.
Os dois homens detidos foram encaminhados à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, onde foram autuados por diversos crimes, incluindo maus-tratos, exposição ao risco à saúde e à integridade física de idosos, além de exploração financeira.
As autoridades seguem apurando se há outras vítimas ligadas ao mesmo esquema e reforçam a importância de denúncias anônimas para combater esse tipo de crime.





