A Justiça de São Paulo negou, na terça-feira (20), o pedido de indenização por danos morais feito por José Luiz Datena contra o influenciador Pablo Marçal (PRTB), referente a uma acusação feita durante um debate para a Prefeitura de São Paulo, em setembro de 2024. No evento, Marçal sugeriu que o jornalista seria um estuprador, o que gerou a reação de Datena, que o agrediu com uma cadeirada.
Durante o debate, Marçal se referiu a Datena como “jack”, um termo usado em penitenciárias para se referir a presos por crimes sexuais. Ele também afirmou que Datena estava sendo acusado de assédio, e questionou se o apresentador teria “encostado” na suposta vítima. Essas palavras, embora irônicas, sugeriam uma ligação com crimes sexuais e geraram um clima tenso no evento.
Em sua defesa, o juiz Alexander Roisin, da 14ª Vara Cível de São Paulo, afirmou que Marçal não acusou diretamente Datena de estupro, mas levantou o tema do assédio sexual no contexto eleitoral. A decisão apontou que, embora o comentário tenha sido provocador, ele não constituía uma acusação clara de estupro. O juiz ressaltou que a questão do assédio, mencionada por Marçal, foi tratada de maneira genérica, e não com a intenção de afirmar que Datena fosse um estuprador.
Datena, por sua vez, solicitou uma indenização de R$ 100 mil, argumentando que a fala de Marçal foi um ataque pessoal, associando-o a um crime grave sem provas. No entanto, a Justiça entendeu que a acusação de assédio, feita no contexto político, não tinha o poder de gerar danos morais significativos para justificar o pedido de compensação financeira.
A fala de Marçal remete a um caso de 2019, quando a jornalista Bruna Drews denunciou Datena por assédio, alegando que o apresentador fez declarações inapropriadas durante a convivência na Band. No entanto, o caso foi arquivado, e não resultou em qualquer condenação para Datena.
Além disso, Marçal também processa Datena pela agressão física ocorrida durante o debate, buscando a mesma quantia de R$ 100 mil. Até o momento, as tentativas de localizar o apresentador para dar andamento ao processo também encontraram dificuldades, já que ele não foi encontrado nos endereços fornecidos pela defesa de Marçal.
O processo de indenização foi negado, mas o caso segue em andamento com novas alegações e tentativas de compensação entre as partes.





