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Lixão de Goiânia: Semad aponta falta de respostas da prefeitura após nova vistoria

Lixão de Goiânia: Semad aponta falta de respostas da prefeitura após nova vistoria
(Foto: Divulgação)

Uma vistoria técnica realizada nesta terça-feira (2) no lixão de Goiânia expôs a continuidade de problemas estruturais e operacionais no local. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), a Prefeitura de Goiânia ainda não apresentou respostas satisfatórias ou documentos que comprovem medidas concretas para corrigir os riscos existentes.

A inspeção contou com a presença do desembargador Maurício Porfírio, responsável por julgar a ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP), que solicita o encerramento das atividades do lixão. Também participaram representantes do MP, da imprensa, técnicos da Semad e o prefeito Sandro Mabel.

De acordo com o superintendente de Licenciamento da Semad, Ialdo Oraque, a visita confirmou a ausência de informações essenciais sobre a operação do local.

“A prefeitura não apresentou até hoje documentos que comprovem o controle dos riscos operacionais nem relatórios de monitoramento. Seguimos sem respostas para questões fundamentais, o que nos preocupa diante da proximidade do período chuvoso, que pode agravar ainda mais a situação do aterro”, afirmou.

A avaliação é reforçada por outros técnicos do órgão estadual. Segundo a Superintendência de Resíduos Sólidos da Semad, o município não entregou estudos sobre estabilidade da pilha de resíduos ou o sistema de drenagem do chorume.

“Sem esses dados, não é possível afirmar que o local seja seguro”, alertou a pasta.

Ministério Público cobra responsabilidade

O promotor Juliano Barros de Araújo, que acompanha o caso, destacou que a ação do MP busca apenas o cumprimento da legislação ambiental.

“Desde 2007, o município falha em adotar medidas para garantir uma operação segura e ambientalmente adequada. Se a prefeitura exige que o cidadão cumpra as regras, ela mesma deveria dar o exemplo”, declarou.

Irregularidades persistem, aponta relatório

Durante a vistoria, técnicos constataram que diversos problemas apontados em visitas anteriores ainda não foram corrigidos. Entre eles:

  • Falta de cobertura diária dos resíduos;

  • Ausência de dispositivos eficazes para espantar aves (os rojões usados são manuais e pouco eficientes);

  • Nenhuma ação efetiva no controle de moscas e baratas;

  • Não remoção de uma residência localizada dentro do lixão;

  • Inexistência de barreiras vegetais para retenção de partículas;

  • Sinalização de trânsito interna precária;

  • Deficiências graves no sistema de drenagem pluvial, sem qualquer medida de correção iniciada;

  • Ausência de manutenção e adequação nos sistemas de drenagem de gases;

  • Posto de combustíveis desativado ainda não descomissionado;

  • Nenhuma evidência de adequações na frota de veículos usada no local.

 

O relatório da vistoria realizada em agosto foi direto:

“As principais falhas estruturais, operacionais e de monitoramento ambiental permanecem. As deficiências exigem ações imediatas por parte do município”.

Entre os itens considerados críticos estão: a ausência de estudos atualizados sobre a estabilidade dos taludes e platôs; falhas na rede de captação e queima de gases; e a falta de um plano geotécnico detalhado para garantir a segurança da pilha de resíduos.

Editor Sucesso