O governo federal avançou na definição do acordo de repactuação relacionado à tragédia de Mariana (MG), ocorrida em 2015. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou responsável por definir a data para a assinatura do novo entendimento entre a União e as mineradoras envolvidas.
O acordo prevê um novo pacote de indenizações e medidas de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem da Samarco, controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton. O desastre deixou 19 mortos e provocou um dos maiores impactos ambientais da história do Brasil, atingindo comunidades ao longo da bacia do Rio Doce.
A repactuação vem sendo discutida há anos entre governo, empresas e órgãos de Justiça, com o objetivo de ampliar os valores de compensação e acelerar as ações de reparação às vítimas e aos municípios afetados. O novo entendimento envolve cifras bilionárias, incluindo recursos já aplicados e novos aportes destinados a projetos ambientais, sociais e de indenização às populações atingidas.
Segundo informações do governo, a assinatura do acordo depende apenas da definição da agenda presidencial, e deve formalizar o fechamento de um longo ciclo de negociações iniciado após o desastre. A expectativa é de que o novo modelo de reparação traga maior previsibilidade na execução das medidas e permita avanço mais rápido na recuperação das áreas impactadas.





