Durante viagem oficial à França nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso em fechar o aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia nos próximos seis meses. O tratado, que está em negociação há mais de duas décadas, é considerado uma das prioridades da presidência brasileira no bloco sul-americano, que estará sob o comando de Lula no segundo semestre de 2025.
Em seu discurso, Lula apelou diretamente ao presidente francês, Emmanuel Macron, pedindo sensibilidade política para viabilizar a assinatura do tratado. “Peço que Macron abra o coração para que possamos selar esse acordo”, disse o presidente, em um gesto que ilustra a tentativa de contornar os impasses que têm travado as negociações.
Entre os principais obstáculos está justamente a posição da França, que tem manifestado resistências com base em preocupações ambientais e impactos para seus produtores locais. Lula chegou a citar que até o chanceler alemão, Olaf Scholz, tentou mediar o diálogo com Macron, mas sem sucesso.
O tratado Mercosul-UE envolveria 31 países e abrangeria aproximadamente um quinto da economia global. Para Lula, embora qualquer acordo comercial tenha imperfeições, o momento exige pragmatismo: “Não é o acordo ideal, mas é o possível, e ele representa um avanço importante nas relações internacionais”.
O presidente brasileiro acredita que o tratado poderia fortalecer as relações econômicas entre os dois blocos, ampliando mercados, fomentando investimentos e contribuindo para um modelo de desenvolvimento mais sustentável.
Apesar do otimismo de Lula, os próximos meses devem ser marcados por intensas articulações diplomáticas. A expectativa é de que, com empenho político e concessões mútuas, seja possível superar os entraves e oficializar o acordo ainda em 2025.





