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Macron propõe novas sanções à Rússia, mas rechaça envio de tropas à Ucrânia

Foto: Kay Nietfeld/Pool via Reuters/Repodução

O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a se manifestar sobre a guerra na Ucrânia, reforçando a possibilidade de endurecimento das sanções contra a Rússia caso Moscou não aceite a proposta de cessar-fogo colocada em debate por países europeus. Segundo o líder francês, as medidas punitivas poderiam atingir áreas-chave da economia russa, como o setor financeiro e a indústria energética, incluindo petróleo e gás.

Macron fez eco a um posicionamento conjunto de França, Alemanha, Reino Unido e Polônia, que condicionaram a suspensão de sanções a um armistício temporário de 30 dias por parte do Kremlin. A proposta visa abrir espaço para negociações diplomáticas mais robustas.

Apesar da firmeza na aplicação de sanções, Macron foi categórico ao afastar, por ora, a possibilidade de envio de tropas francesas — ou da OTAN — para o território ucraniano. Ele argumentou que essa escalada militar poderia colocar o mundo no caminho de um novo conflito global: “Não queremos iniciar uma terceira guerra mundial”, afirmou, sinalizando a delicadeza da situação.

Anteriormente, Macron havia sugerido o envio de uma força internacional de paz à Ucrânia, mas a ideia foi mal recebida por vários parceiros europeus. Governos como o da Alemanha e da Eslováquia alertaram que tal medida poderia ser interpretada por Moscou como uma agressão direta, aumentando as tensões no continente.

Do lado russo, o presidente Vladimir Putin rechaçou as exigências europeias e apresentou uma proposta de diálogo direto com a Ucrânia. As conversas estão previstas para ocorrer em Istambul no dia 15 de maio. No entanto, Macron já se adiantou ao afirmar que as condições atuais, com o conflito ainda em curso, não são favoráveis a negociações sérias.

Com o conflito entrando em seu quarto ano, a comunidade internacional segue acompanhando de perto as movimentações diplomáticas, enquanto busca-se uma saída negociada que garanta a estabilidade e a segurança no Leste Europeu.

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