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Maestro é Preso em Anápolis Durante Operação Contra Pornografia Infantil

Imagem PF

 

Na última quarta-feira (19/3), a Polícia Federal deflagrou uma operação que resultou na prisão de um maestro em Anápolis, Goiás, sob a acusação de armazenar e compartilhar pornografia infantil. Durante a operação, os policiais apreenderam equipamentos de informática, celulares e mídias de armazenamento, que continham imagens e vídeos de cenas de abuso infantojuvenil. Embora inicialmente fosse alvo de um mandado de busca e apreensão, o maestro foi preso em flagrante ao ser encontrado com o material ilícito.

 

O detido, além de maestro, também é professor de música e servidor efetivo do estado. Ele leciona na Escola do Futuro em Artes Basileu França desde 2004 e, segundo a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti), ele exercia funções de montagem, sonorização e logística na Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. A Secretaria, por meio de nota, informou que o maestro foi afastado imediatamente de suas funções após a prisão.

 

A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia também se manifestou sobre o caso. Segundo a pasta, desde 2018, o maestro fazia parte da equipe de apoio e logística na função de montador e sonoplasta da Rede Municipal de Núcleos Musicais da Orquestra Sinfônica de Goiânia, mas sem vínculo empregatício formal, atuando como bolsista. A secretaria anunciou que a exoneração do maestro foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (20).

 

Além das atividades em Goiânia, o maestro também atuava como professor na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA). A universidade, em sua nota, revelou surpresa com a prisão do profissional e confirmou que ele foi desligado da instituição, onde trabalhava exclusivamente em eventos há três anos, com o coral de colaboradores.

 

O caso segue em segredo de justiça, conforme determinação da Delegacia da Polícia Federal de Anápolis. A investigação envolve a acusação de aquisição, posse e armazenamento de material com conteúdo de abuso sexual infantil, crime considerado hediondo e, portanto, sem direito a fiança. A Polícia Federal ainda investiga se o maestro teria compartilhado esse conteúdo com outras pessoas, o que poderá acarretar em novas acusações.

 

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti) esclareceu que, enquanto o caso não for esclarecido, o servidor foi afastado de suas funções na Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. A pasta também destacou que, caso as acusações sejam confirmadas, o processo administrativo disciplinar será instaurado para apurar as responsabilidades e adotar as devidas providências.

 

O Governo de Goiás, em sua nota, reiterou a postura de tolerância zero diante de condutas criminosas e reafirmou o compromisso com a segurança e bem-estar da população, sempre respeitando o devido processo legal.

 

O caso tem gerado grande repercussão e continua sendo acompanhado de perto pelas autoridades responsáveis, com o apoio da justiça para garantir que as investigações sejam conduzidas de forma eficaz e transparente.

 

Notas oficiais:

Nota da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia:
“A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia informa que, desde 2018, o maestro Andreyw Batista integra, como bolsista sem vínculo, a equipe de apoio e logística na função de montador e sonoplasta da Rede Municipal de Núcleos Musicais da Orquestra Sinfônica de Goiânia. A pasta informa que a exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (20)”.

 

Nota da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti):
“O servidor citado na operação foi afastado de suas funções junto à Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. Em obediência ao rito legal, o processo corre em segredo de Justiça e, por isso, não temos detalhes sobre o caso até o momento. O Estado abrirá sindicância para apurar o caso e, caso as suspeitas sejam confirmadas, será aberto um processo administrativo disciplinar.”

 

Editor Sucesso