A morte de Wanda Chase, jornalista, escritora e personalidade de destaque no cenário cultural da Bahia, comoveu não só os fãs do Esporte Clube Bahia, mas também todos aqueles que acompanhavam seu trabalho nas mais diversas áreas. A perda de Wanda, aos 74 anos, deixa um vazio profundo na mídia e na cultura baiana, especialmente no movimento Axé Music, onde ela foi uma das principais defensoras e divulgadoras.
Com uma trajetória consolidada no jornalismo, Wanda Chase construiu sua carreira com dedicação e paixão. Ela foi uma das primeiras a se destacar na cobertura do universo musical baiano, contribuindo para a disseminação e valorização do Axé Music. Em sua carreira, trabalhou como repórter, produtora e também como escritora. Sua voz era respeitada por sua integridade e pela maneira como soube contar a história da Bahia e de seus artistas. Ela estava, inclusive, prestes a lançar um livro que celebrava a trajetória e o impacto do movimento Axé, um dos maiores fenômenos musicais que o Brasil já viveu.
Ao longo dos anos, Wanda se tornou uma figura essencial para entender o contexto cultural da Bahia, sempre com uma visão crítica, apaixonada e autêntica. Ela compreendia como poucos o papel transformador da música, da arte e da cultura baiana, não apenas dentro das fronteiras do estado, mas no cenário nacional. Sua escrita e suas crônicas se tornaram referência, seja para aqueles que queriam entender as nuances da música baiana, seja para os que buscavam entender a alma do povo baiano.
Além de sua carreira no jornalismo, Wanda era uma apaixonada torcedora do Esporte Clube Bahia. Sua presença nas arquibancadas da Fonte Nova, estádio tricolor, se tornou quase uma lenda. A jornalista e a torcedora se confundiam, e ela representava um elo entre o universo da mídia e o mundo apaixonado dos fãs do clube. No entanto, sua identificação com o Bahia ia além do futebol – ela sabia como poucos conectar a emoção de ser baiano com a vibração que o futebol despertava.
Recentemente, Wanda estava prestes a receber o título de cidadã baiana, uma homenagem que reconhecia suas contribuições não apenas para o jornalismo, mas para a cultura do estado. A perda de Wanda, portanto, representa a saída de uma grande jornalista, uma militante da cultura e uma defensora incansável da música e da arte de sua terra natal.
Nas redes sociais, amigos, fãs e colegas de profissão se uniram para expressar sua tristeza, compartilhando lembranças e reverenciando sua contribuição para o jornalismo e para a cultura baiana. Wanda Chase deixa um legado imenso e uma saudade que será sentida por todos que a conheceram e acompanharam sua trajetória única.
Wanda morreu de complicações enquanto passava por um procedimento cirúrgico no coração, em Salvador, capital da Bahia





