A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou a confirmação da segunda morte causada por dengue na cidade de Anápolis neste ano. A vítima foi uma idosa de 78 anos, que deu entrada em um hospital no mês de maio e não resistiu às complicações da doença. Conforme informado pela SES-GO, a mulher tinha comorbidades, o que pode ter agravado seu quadro clínico. O óbito foi registrado oficialmente no Painel de Dengue do estado.
Essa é a segunda morte registrada na cidade em 2025 devido à dengue. A primeira ocorreu em fevereiro, envolvendo um homem de 38 anos que também apresentava outras condições de saúde que contribuíram para o agravamento da doença. Atualmente, a Secretaria investiga outros dois casos de óbitos suspeitos para determinar se há relação com a dengue, por meio do Comitê Estadual de Investigação de Óbitos Suspeitos por Arboviroses, que avalia e acompanha esses processos para confirmação ou descarte.
Casos e situação geral da dengue em Goiás
Até o momento, o estado de Goiás já confirmou 59.325 casos de dengue em 2025, além de outras 104.940 notificações em processo de análise. A dengue tem se mantido como uma preocupação significativa para a saúde pública no estado, principalmente por causa do alto número de infectados e das complicações graves que a doença pode causar.
Neste ano, Goiás já contabiliza 40 mortes associadas à dengue, evidenciando a gravidade do cenário epidemiológico. A capital Goiânia é a cidade com o maior número de óbitos confirmados, totalizando nove. Além disso, outras 15 cidades do estado foram classificadas como áreas de alto risco para a doença, devido à alta incidência de casos e à circulação intensa do vírus.
As localidades consideradas com risco elevado para a transmissão da dengue são: Turvelândia, Novo Brasil, Edéia, Montividiu, Mairipotaba, Edealina, Campo Limpo de Goiás, Caldasinha, Aporé, Santo Antônio de Goiás, Turvânia, Buriti de Goiás, Morro Agudo de Goiás, Montes Claros de Goiás e Amorinópolis.
Sintomas e prevenção
A dengue costuma começar de forma abrupta, geralmente com febre alta que pode durar de dois a sete dias. Além da febre, os principais sintomas incluem dores intensas de cabeça, dores musculares e nas articulações, sensação de fraqueza e cansaço extremo, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. É importante que a população fique atenta e busque atendimento médico assim que os primeiros sintomas aparecerem, para que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados de forma rápida e eficiente.
Para conter a proliferação da doença, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. Isso inclui cuidados simples, como evitar água parada em vasos, pneus, caixas d’água destampadas e outros recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito.
A Secretaria de Saúde de Goiás continua monitorando a situação e implementando medidas para controlar o avanço da dengue no estado, com ações de combate ao mosquito e campanhas de conscientização para a população. O enfrentamento da dengue depende da colaboração de todos, desde o poder público até cada cidadão, que deve adotar práticas preventivas para proteger a si mesmo e à comunidade.
Este momento reforça a importância de manter vigilância constante, principalmente em cidades com alto risco, para evitar novas mortes e reduzir o impacto da doença na saúde pública do estado.





