A Polícia Federal (PF) realizou mudanças na rotina de custódia do banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações relacionadas ao caso em que ele está preso preventivamente em Brasília. A partir das novas determinações, o investigado foi transferido para uma cela comum dentro da Superintendência da corporação e também passou a ter restrições mais rígidas no acesso de seus advogados.
As alterações começaram a valer na segunda-feira (18/5) e representam uma mudança significativa na forma como o investigado vinha sendo mantido sob custódia desde sua prisão. Até então, Vorcaro estava alocado em uma sala especial na Superintendência da PF. Com a decisão, ele passou a ocupar uma cela comum destinada a presos que estão de passagem pela unidade, em um ambiente considerado mais simples em comparação ao espaço anterior.
Além da mudança de local, a PF também estabeleceu novas regras para as visitas da defesa. A partir de agora, os advogados do banqueiro terão acesso limitado, com janelas específicas de atendimento, reduzindo o período anteriormente mais amplo de contato entre defensor e cliente. As medidas foram implementadas no contexto das decisões judiciais que autorizaram a aplicação das regras ordinárias de funcionamento da Superintendência da PF em Brasília. A mudança ocorre em meio ao avanço das investigações e ao andamento das tratativas envolvendo eventual acordo de colaboração premiada.
Segundo apurações, as restrições também refletem um ambiente de maior rigor adotado pelas autoridades responsáveis pelo caso, que avaliam a necessidade de controle mais estrito sobre a rotina do investigado. O caso segue em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a Polícia Federal mantém as investigações e a custódia do banqueiro na capital federal.





