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Netanyahu Acusa Macron de Incentivar Antissemitismo em Carta Oficial

Netanyahu Acusa Macron de Incentivar Antissemitismo em Carta Oficial
Antoine Gyori/ Corbis via Getty Images

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma carta ao presidente francês Emmanuel Macron nesta terça-feira (19/8), criticando duramente a postura da França diante do aumento do antissemitismo no país. Netanyahu acusa Macron de “alimentar o fogo antissemita” ao apoiar o reconhecimento oficial do Estado da Palestina, anunciado para setembro, durante a 80ª Assembleia Geral da ONU.

Na correspondência, o líder israelense pede que o governo francês tome medidas firmes contra o que chamou de “crescimento alarmante” dos ataques antissemitas em cidades francesas, atribuindo a piora do problema à recente posição de Macron sobre a Palestina. Netanyahu destaca episódios recentes de violência e vandalismo contra judeus em diversas regiões da França, como ataques a rabinos e saques a escritórios da companhia aérea El Al em Paris.

“A postura do presidente Macron, ao apoiar o reconhecimento palestino, reforça a recusa do Hamas em libertar reféns e estimula ações extremistas contra judeus na França”, afirmou Netanyahu, classificando o antissemitismo como um “câncer” que se agrava diante da inércia dos líderes políticos.

O Palácio do Eliseu respondeu à carta classificando as acusações como “errôneas e repugnantes” e prometeu uma resposta oficial em breve. Macron garantiu que a França continuará protegendo seus cidadãos judeus, ressaltando a importância de agir com responsabilidade em um momento delicado.

Além da França, outros países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia manifestaram apoio ao reconhecimento do Estado da Palestina. A França também organizará em setembro uma conferência internacional com a Arábia Saudita para discutir a solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.

Enquanto isso, negociações de trégua entre Hamas e Israel avançam sob mediação do Egito e do Catar, com uma proposta de libertação dos reféns em etapas. Israel, contudo, mantém sua posição firme e exige a liberação imediata de todos os reféns para considerar um cessar-fogo.

Editor Sucesso