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OCDE projeta crescimento global mais fraco desde a pandemia e aponta tarifas de Trump como fator central

Foto: OCDE/Divulgação
Foto: OCDE/Divulgação

O crescimento da economia global deverá desacelerar para 2,9% em 2025, marcando o ritmo mais lento desde a crise da Covid-19, de acordo com a nova projeção divulgada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O principal responsável pela freada é o aumento das barreiras comerciais promovidas pelos Estados Unidos, que voltaram a adotar medidas protecionistas sob o governo de Donald Trump.

A OCDE alerta que a política tarifária dos EUA atingiu um dos patamares mais elevados desde os anos 1930, com taxas efetivas de importação subindo para 15,4% em maio. Esse movimento impacta diretamente o fluxo global de mercadorias e investimentos, prejudicando cadeias produtivas e aumentando o custo dos bens. Como reflexo, a inflação americana deve encerrar 2025 em torno de 4%, o que pode forçar o Federal Reserve a manter juros altos por mais tempo.

Em termos de atividade econômica, os EUA devem crescer apenas 1,6% no próximo ano, bem abaixo dos 2,8% registrados em 2024. A China também deverá perder força, com uma previsão de expansão limitada a 4,7%, em meio a um cenário de desaquecimento interno e tensão comercial crescente com Washington.

No caso brasileiro, a projeção de crescimento se manteve em 2,1% para 2025. A OCDE destaca que o consumo interno e o setor de serviços, especialmente o turismo, devem sustentar a atividade econômica. No entanto, o Brasil não está imune aos efeitos da retração global: uma menor demanda internacional e maior instabilidade nos mercados podem pressionar as exportações e a confiança dos investidores.

Diante do avanço do protecionismo, a OCDE reforça a necessidade de revitalizar a cooperação entre os países. A organização defende o diálogo multilateral como essencial para reverter o ciclo de fragmentação econômica e reativar os investimentos, a produtividade e a estabilidade financeira global.

O relatório da OCDE deixa claro que a conjuntura atual exige medidas coordenadas entre governos. Com o comércio internacional em retração e as incertezas geopolíticas em alta, a economia global depende mais do que nunca de soluções conjuntas para evitar um período prolongado de baixo crescimento.

Editor Sucesso