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OMS afirma que surto de Ebola pode ter começado meses antes da detecção oficial e reforça alerta global

OMS afirma que surto de Ebola pode ter começado meses antes da detecção oficial e reforça alerta global
Foto: Goran Tomasevic/Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o atual surto de Ebola na África provavelmente começou há alguns meses, antes mesmo de ser identificado oficialmente pelas autoridades sanitárias. A avaliação reforça a preocupação dos especialistas com a possibilidade de circulação silenciosa do vírus em áreas afetadas antes da detecção dos primeiros casos. Segundo informações divulgadas pela própria OMS, a investigação epidemiológica indica que a transmissão pode ter ocorrido de forma não percebida por um período prolongado, o que ajuda a explicar a rapidez com que a doença se espalhou em determinadas regiões.

O surto atinge principalmente áreas da República Democrática do Congo e de Uganda, onde já foram registrados casos confirmados e suspeitos. As autoridades de saúde alertam que o número real de infectados pode ser maior do que o contabilizado até o momento, devido às dificuldades de vigilância em regiões de difícil acesso e com sistemas de saúde fragilizados. A OMS declarou recentemente o surto como uma emergência de saúde pública de importância internacional, destacando o risco de disseminação para outras áreas. O alerta foi motivado pelo avanço da doença em zonas urbanas e pelo registro de casos em diferentes localidades, o que aumenta a complexidade do controle epidemiológico.

Especialistas da organização também apontam que fatores como mobilidade populacional, conflitos armados e limitações na estrutura de saúde local contribuem para dificultar o rastreamento de contatos e o controle da transmissão. O Ebola é uma doença grave, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou materiais contaminados. Os sintomas incluem febre, fraqueza intensa, dores musculares, vômitos e diarreia, podendo evoluir para hemorragias internas e externas em casos mais graves.

Apesar da gravidade do surto, a OMS reforça que esforços internacionais estão sendo intensificados para conter a disseminação do vírus, com foco no rastreamento de casos, isolamento de pacientes e apoio às equipes de saúde locais. A expectativa das autoridades é de que a resposta coordenada entre países e organismos internacionais seja essencial para evitar que o surto ganhe proporções ainda maiores nos próximos meses.

Ana Carolina