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Paciente Denuncia Ter Sido Dopado e Furtado Dentro de Hospital Público em Ceilândia (DF)

Paciente denuncia ter sido dopado e furtado dentro de hospital público em Ceilândia (DF)
Foto: Agência Brasília

O morador do Distrito Federal Wesley Vale registrou uma denúncia grave envolvendo a equipe do Hospital Regional de Ceilândia, onde esteve internado após sofrer um acidente de moto. Segundo o relato, ele foi dopado por um enfermeiro no dia 17 de julho de 2025, e teve sua aliança furtada enquanto estava inconsciente.

Wesley afirma que, um dia após ser submetido a uma cirurgia, um enfermeiro se aproximou e alegou que o acesso intravenoso estaria com vazamento. Mesmo sem perceber qualquer irregularidade, ele autorizou a troca. Segundo Wesley, após a aplicação do medicamento, perdeu a consciência imediatamente.

“A partir daí eu não vi mais nada, apaguei totalmente. Eu só consegui retornar a consciência quando minha esposa chegou e percebeu que eu estava ali dormindo”, relatou o paciente em entrevista à TV Globo.

Ao recobrar os sentidos, o paciente notou que sua aliança havia desaparecido, assim como a de outro paciente que estava internado ao lado. A esposa de Wesley, que chegou logo em seguida, constatou a ausência do anel e o acompanhou na denúncia.

O caso foi formalizado com um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), além de uma reclamação oficial registrada na ouvidoria do hospital. A família exige uma investigação rigorosa.

Profissional afastado

Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que o enfermeiro acusado foi afastado preventivamente de suas funções, a fim de permitir a apuração detalhada dos fatos. A pasta também informou que adotará todas as providências cabíveis, conforme o avanço da apuração administrativa e policial.

O caso chama atenção para falhas na segurança hospitalar e para a vulnerabilidade de pacientes sob efeito de medicamentos, que muitas vezes estão desacompanhados e sem meios de se protegerem. Organizações ligadas à saúde e aos direitos dos pacientes têm reforçado a importância de protocolos de proteção dentro das unidades públicas.

A Secretaria ainda não divulgou prazos para a conclusão da apuração ou o resultado preliminar da sindicância.

Fonte – G1

Editor Sucesso