Ação integrada cumpre mandados em Goiás e no Distrito Federal contra organização criminosa acusada de movimentar mais de R$ 350 mil por meio de fraudes.
Na manhã desta sexta-feira (5/9), as Polícias Civis de Goiás (PCGO) e do Distrito Federal (PCDF) deflagraram a Operação Falsa Biometria, voltada ao combate de uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. A investigação identificou um esquema que utilizava documentos falsificados e alterações biométricas para aplicar golpes em contas bancárias de vítimas nos dois estados.
Coordenada pela 9ª Delegacia de Polícia do Lago Norte (PCDF), a operação resultou no cumprimento de seis ordens judiciais em Goiás, sendo três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão, nas cidades de Goiânia e Trindade. Ao todo, a ação conjunta cumpriu cinco prisões e cinco mandados de busca em Goiás e no Distrito Federal.
Esquema sofisticado
As investigações tiveram início em março de 2025, após uma moradora do Lago Norte/DF registrar ocorrência ao perceber movimentações suspeitas em sua conta bancária. Segundo a vítima, um empréstimo de R$ 60 mil foi contratado em seu nome, além de saques presenciais e transferências para terceiros.
Com apoio do setor de inteligência da instituição financeira envolvida, os policiais civis descobriram que o grupo criminoso utilizava documentos falsos e manipulava dados biométricos para acessar e movimentar contas de forma fraudulenta.
Prejuízo e estrutura criminosa
Até o momento, foram identificadas sete vítimas e o valor total movimentado ilegalmente pelo grupo ultrapassa R$ 350 mil. As autoridades investigam crimes como furto mediante fraude, associação criminosa e outras práticas correlatas. Segundo os investigadores, o grupo operava de forma organizada e com foco exclusivo em fraudes bancárias.
Cinco pessoas já foram identificadas como integrantes da quadrilha, e a Polícia segue com as diligências para identificar outros envolvidos e localizar novas vítimas.
Cooperação entre estados
A operação contou com a participação de 25 policiais civis dos dois estados. De Goiás, atuaram equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (Decar).
A Operação Falsa Biometria reforça a importância da integração entre forças de segurança estaduais no enfrentamento a crimes que ultrapassam fronteiras e exploram brechas nos sistemas digitais bancários.





