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Pesque-Pague é Indiciado por Homicídio Culposo Após Morte de Jovem por Choque Elétrico em Goiânia

Caso Matheus
Foto Matheus / Reprodução redes sociais

 

Proprietário do pesque-pague, onde Matheus Rodrigues levou choque é indiciado por homicídio culposo, caracterizando a morte como resultado de negligência, sem a intenção de matar, mas por falha na segurança do local.

 

Na tarde do dia 4 de abril de 2025, Matheus Rodrigues Vaz, de 20 anos, perdeu a vida tragicamente após sofrer um choque elétrico enquanto pescava em um pesque-pague localizado no setor Parque Santa Rita, em Goiânia. O acidente ocorreu quando Matheus encostou em uma barra de ferro que estava eletrificada, e a corrente elétrica o atingiu fatalmente.

 

O caso chocou a família e amigos do jovem, e as investigações realizadas pela Polícia Civil resultaram no indiciamento do proprietário do pesque-pague por homicídio culposo. A delegada Renata Vieira, responsável pela investigação, confirmou que o estabelecimento não oferecia as condições adequadas de segurança, o que contribuiu para a tragédia.

 

 

Relembre o caso

Na tarde fatídica, Matheus estava com sua companheira, Brenda Nathielly, e o irmão de 10 anos, pescando no pesque-pague. Segundo relatos, Matheus se aproximou de uma barra de ferro e, ao tocá-la, foi imediatamente atingido por uma descarga elétrica. O choque foi tão forte que seu irmão tentou socorrê-lo, mas também sofreu um choque na tentativa de resgatar o jovem.

 

O proprietário do pesque-pague tentou ajudar e levou Matheus até o Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) do Bairro Goiá, mas, infelizmente, o jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

 

A companheira de Matheus, Brenda Nathielly, lamentou profundamente a tragédia e fez duras críticas ao pesque-pague. Ela destacou que a falta de segurança no local e a proximidade de um poste, onde a fiação estava exposta, foi um dos fatores que resultaram na morte de seu companheiro. “Por erro deles, eu perdi meu marido, meu companheiro. E nada vai mudar isso”, desabafou Brenda, expressando a dor pela perda irreparável.

 

A resposta das autoridades e a investigação

O caso foi inicialmente registrado como uma morte acidental, mas, após a análise das circunstâncias e as investigações realizadas pela Polícia Civil, ficou claro que a fatalidade foi resultado de falhas no local, o que levou ao indiciamento do proprietário do pesque-pague por homicídio culposo. A morte de Matheus chamou a atenção para a necessidade de mais rigor na fiscalização de estabelecimentos públicos, especialmente aqueles que oferecem atividades de lazer, como pesca e outras interações com a natureza.

 

A Polícia Técnico-Científica foi acionada para realizar a perícia no local do acidente, e o Instituto Médico Legal (IML) foi responsável pela remoção do corpo. Agora, o caso segue para os tribunais, e o dono do pesque-pague enfrentará a justiça pelas falhas que resultaram em uma tragédia para a família de Matheus.

 

Impacto para a família e a sociedade

A perda de Matheus, que estava prestes a iniciar um novo trabalho após meses de desemprego, deixou todos ao seu redor devastados. Ele havia passado em uma entrevista de emprego e estava organizando sua conta salário para começar a trabalhar. Sua morte prematura interrompeu todos os planos e sonhos que ele tinha para o futuro. A tragédia também afetou a comunidade local, que se uniu em apoio à família.

 

Este caso serve de alerta para a importância de garantir a segurança nos estabelecimentos e evitar que tragédias como essa se repitam. A responsabilidade e a fiscalização de locais de lazer devem ser uma prioridade para garantir que todos possam desfrutar de momentos de diversão com segurança e sem riscos de acidentes fatais.

 

 

A Polícia Civil continuará acompanhando o caso, e a sociedade espera que medidas preventivas sejam adotadas para evitar novas tragédias.

Editor Sucesso