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Polícia Investiga Homicídio em Caso de Indígenas Encontrados Carbonizados em MS

Foto Reprodução

 

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) investiga um caso de homicídio envolvendo três indígenas que foram encontrados carbonizados após um incêndio na aldeia Bororó, localizada na região de Dourados (MS). O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (31) e mobilizou autoridades e comunidades locais.

 

As vítimas foram identificadas como Fabiana Benites Amarilha, de 38 anos; Liria Isnarde Batista, uma idosa; e uma criança de um ano. As investigações apontam para uma mulher de 29 anos como principal suspeita. Segundo a polícia, ela teria invadido uma residência na área de retomada indígena Avaeté Mirim, atacado a idosa com um pedaço de concreto e asfixiado a criança. Fabiana, que dormia no momento, teria morrido no incêndio provocado pela suspeita com o uso de um líquido inflamável.

 

Durante a fuga, a mulher sofreu queimaduras, o que levantou suspeitas sobre sua participação no crime. A análise pericial confirmou que as lesões eram compatíveis com o período do ocorrido, fortalecendo os indícios contra ela. Além disso, testemunhas contribuíram para esclarecer os fatos e reforçaram a linha de investigação adotada pela polícia.

 

A aldeia Bororó está situada em uma área histórica de disputa territorial entre os indígenas e proprietários rurais, o que frequentemente gera tensões e episódios de violência na região. Entretanto, as autoridades informaram que, até o momento, não há indícios concretos de que este crime esteja diretamente relacionado às questões fundiárias.

 

Para auxiliar nas investigações, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) enviou uma equipe ao local e acionou o Ministério da Justiça e a Polícia Federal no Mato Grosso do Sul. O pedido busca garantir uma apuração rápida e eficaz devido às constantes ameaças, violações territoriais e atos de violência sofridos pelos Guarani Kaiowá.

 

As autoridades seguem acompanhando o caso, e a suspeita está sob custódia aguardando os procedimentos legais. A comunidade local expressa preocupação com a segurança na região, e entidades de defesa dos direitos indígenas reforçam a necessidade de medidas para garantir a proteção das populações tradicionais e o direito à terra.

Editor Sucesso