Carregando cotação do dólar...

Polícia investiga loteamentos irregulares no Rio Araguaia

Polícia investiga loteamentos irregulares no Rio Araguaia
Foto: Terra da Gente/Arquivo Pessoal

A Polícia Civil de Goiás investiga três loteamentos suspeitos de irregularidades instalados em áreas de proteção ambiental às margens do Rio Araguaia. As áreas investigadas incluem ilhas e terrenos considerados de preservação permanente, onde foram identificadas construções e ocupações que podem causar impactos ambientais.

Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), os locais possuem imóveis construídos em áreas que sofrem com o período de cheia do rio, quando algumas regiões chegam a ficar alagadas. A investigação busca esclarecer possíveis crimes relacionados ao parcelamento irregular do solo, danos à vegetação e intervenções sem autorização ambiental.

Um dos loteamentos investigados possui aproximadamente 164 lotes distribuídos em uma área de cerca de 15 hectares. A ocupação já é alvo de apurações anteriores: de acordo com a investigação, o responsável pelo empreendimento chegou a ser indiciado em 2011, quando havia poucas construções no local. Mesmo após medidas judiciais e embargos, novas edificações teriam sido erguidas ao longo dos anos.

A Polícia Civil também apura possíveis prejuízos ambientais provocados pela ocupação, como a dificuldade de regeneração da vegetação nativa, danos à flora e impactos sobre o solo e os recursos hídricos. A construção de imóveis em áreas próximas ao rio também pode aumentar riscos relacionados ao descarte irregular de resíduos e à degradação do ambiente.

Além do loteamento principal, outras duas áreas também estão sendo investigadas. Uma delas fica em uma ilha do Rio Araguaia e teria cerca de 30 hectares, com casas já construídas. Imagens de sobrevoos realizados pelas autoridades indicaram a existência de diversas estruturas e apontaram que novas construções podem estar avançando mesmo em uma região com restrições ambientais.

De acordo com a Dema, áreas de preservação permanente possuem regras específicas de ocupação e, em muitos casos, não permitem construções particulares. A investigação deverá analisar a responsabilidade dos envolvidos na implantação e manutenção dos loteamentos, além de verificar o cumprimento de determinações ambientais já existentes.  O caso segue em investigação e novas medidas podem ser adotadas pelas autoridades responsáveis. Até o momento, os procedimentos têm como objetivo reunir provas e identificar possíveis responsáveis por eventuais crimes ambientais e irregularidades na ocupação das áreas próximas ao Rio Araguaia.

Ana Carolina