Uma denúncia envolvendo a Prefeitura de Campestre do Maranhão (MA) ganhou repercussão após relatos de servidores apontarem que o prefeito Fernando Bermuda (PSB) teria feito ameaças de demissão contra funcionários municipais que não apoiassem Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, mensagens compartilhadas em grupos de comunicação e relatos de trabalhadores da prefeitura indicam que o gestor teria associado a permanência dos servidores nos cargos ao posicionamento político adotado nas urnas. O caso envolve cerca de 922 funcionários municipais que poderiam ser afetados pelas declarações atribuídas ao prefeito.
Em uma mensagem divulgada pelo veículo, o prefeito teria convocado servidores para um evento religioso e, na ocasião, feito uma manifestação de apoio ao candidato de sua preferência, afirmando que aqueles que votassem em outro nome poderiam perder seus empregos após o resultado da eleição.
A situação provocou debate sobre a possível utilização da estrutura pública para influenciar escolhas eleitorais de servidores. Especialistas e entidades costumam destacar que funcionários públicos possuem direito à liberdade de opinião e ao voto secreto, sem sofrer qualquer tipo de pressão ou represália por suas escolhas políticas.
O episódio também reacende discussões sobre a relação entre gestores municipais e servidores, principalmente em períodos eleitorais, quando denúncias de possíveis abusos de poder e constrangimento político costumam ganhar atenção dos órgãos de fiscalização.
Até o momento das informações divulgadas na reportagem, o caso estava baseado em relatos de servidores e materiais encaminhados ao Metrópoles, que publicou os conteúdos atribuídos ao prefeito.
A repercussão deve colocar o comportamento da administração municipal no centro das discussões, enquanto cresce a cobrança por respeito às garantias democráticas dentro do serviço público.





