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Prefeitura de Goiânia cria Rede de Proteção à Mulher e amplia integração de serviços para vítimas de violência na capital

Prefeitura de Goiânia cria Rede de Proteção à Mulher e amplia integração de serviços para vítimas de violência na capital
Foto: Alex Malheiros

A Prefeitura de Goiânia, sob gestão do prefeito Sandro Mabel, oficializou na última quarta-feira (6/5), no Paço Municipal, a criação da Rede de Proteção à Mulher e a institucionalização da Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência. A iniciativa tem como objetivo integrar serviços públicos, agilizar encaminhamentos e garantir atendimento contínuo, humanizado e articulado às vítimas.

Segundo a administração municipal, a proposta busca reduzir a revitimização e fortalecer a atuação conjunta entre órgãos das esferas municipal, estadual e federal. A rede reúne diferentes instituições e profissionais que passam a atuar de forma integrada no acolhimento, proteção e acompanhamento de pessoas em situação de violência.

Durante o anúncio, o prefeito Sandro Mabel destacou que a capital pretende se tornar referência nacional na área. Ele afirmou que a integração dos serviços permitirá resposta mais rápida e eficiente, desde o registro da denúncia até o acolhimento psicológico, abrigo, alimentação e acompanhamento social das vítimas. O gestor também ressaltou a importância da prevenção e da atuação coordenada diante do aumento dos casos de violência, especialmente contra mulheres.

Dados apresentados durante a solenidade chamaram atenção para a gravidade do problema. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 2.888 casos de violência contra mulheres em Goiânia. Em março de 2026, foram contabilizadas 965 ocorrências. O levantamento também apontou que parte das vítimas de feminicídio havia registrado ocorrência pouco antes de serem assassinadas, evidenciando a necessidade de respostas mais rápidas da rede de proteção.

Outro dado apresentado indica que mulheres encaminhadas corretamente aos serviços de proteção têm redução significativa no risco de feminicídio, o que reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que todas as unidades de urgência da capital passarão a contar com Consultórios Lilás, espaços voltados exclusivamente ao acolhimento de mulheres em situação de violência. A medida busca qualificar o atendimento e garantir maior sensibilidade no primeiro contato com as vítimas.

A nova rede envolve uma ampla articulação institucional, incluindo órgãos como Tribunal de Justiça de Goiás, Ministério Público, OAB-GO, forças de segurança, conselhos municipais e estaduais, além de secretarias municipais e estaduais. Também fazem parte do sistema unidades de assistência social, como Cras e Creas, além de delegacias especializadas no atendimento à mulher. A Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência amplia ainda o atendimento para outros grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, povos originários, migrantes e pessoas em situação de rua.

De acordo com a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, a proposta é garantir que todos os casos sejam analisados de forma individualizada, com atuação conjunta dos serviços para assegurar atendimento mais eficiente.

A iniciativa também prevê ações de vigilância, prevenção, monitoramento de casos e produção de dados, que devem contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes no enfrentamento à violência. Autoridades do Judiciário, Ministério Público e forças de segurança destacaram o caráter histórico da criação da rede e a importância da integração entre os órgãos para fortalecer a proteção às vítimas em Goiânia.

Ana Carolina