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Prefeitura de Goiânia mantém subsídio de R$ 230 milhões e tarifa do transporte coletivo em R$ 4,30

Prefeitura de Goiânia mantém subsídio de R$ 230 milhões e tarifa do transporte coletivo em R$ 4,30
Imagem divulgação

 

Apesar do cenário de calamidade financeira decretado no início da atual gestão, a Prefeitura de Goiânia garantiu o pagamento de R$ 230 milhões em subsídios ao transporte coletivo, permitindo que a tarifa ao usuário permaneça em R$ 4,30 neste ano.

 

De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Valdivino de Oliveira, o equilíbrio nas contas só foi possível após ajustes no orçamento e priorização dos repasses ao sistema. Ele explicou que a atual administração precisou assumir dívidas deixadas pela gestão anterior, referentes a três meses de atraso.

 

“Conseguimos regularizar os compromissos do município junto à CMTC, inclusive cobrindo os débitos herdados. O desafio foi orçamentário, já que tivemos que usar recursos de 2025 para quitar pendências de 2024 em apenas seis meses”, afirmou.

Impacto no orçamento e ajustes

Segundo Valdivino, a decisão de concentrar o pagamento dessas dívidas no primeiro semestre exigiu cortes e remanejamentos de recursos. “Isso impactou diretamente o planejamento de 2025, mas agora estamos recompondo o orçamento para equilibrar as contas”, explicou.

 

Ele também ressaltou a importância da parceria entre o governo estadual e os municípios da região metropolitana, que contribuem para a manutenção da chamada tarifa técnica, modelo que garante a estabilidade do preço pago pelo usuário.

 

Planejamento para 2026

O secretário destacou ainda que a prefeitura já está projetando os efeitos financeiros para o próximo ano. “Estamos elaborando a Lei Orçamentária de 2026 levando em conta os custos crescentes, como diesel, folha de pagamento e manutenção do sistema. A partir disso, será possível calcular o subsídio necessário para manter a tarifa acessível”, disse.

 

Valdivino reforçou que a prioridade do município é assegurar que a população continue pagando o mesmo valor na catraca, sem comprometer a saúde financeira da prefeitura. “O esforço orçamentário é grande, mas o importante é que o cidadão não seja penalizado”, concluiu.

 

 

Editor Sucesso