O Senado Federal aprovou, na última semana, o nome do promotor de Justiça Carlos Vinícius Alves Ribeiro, do Ministério Público de Goiás (MP-GO), para ocupar a vaga destinada ao MP estadual no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A indicação teve 60 votos favoráveis e apenas três contrários. Ribeiro deve assumir o cargo em maio de 2026.
A relatoria da indicação ficou a cargo do senador goiano Wilder Morais (PL). O processo de escolha foi concluído em cerca de três semanas. A cadeira no CNJ se abriu a partir de ofício enviado pelo presidente do órgão, também presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, ao procurador-geral da República, que iniciou o processo de seleção.
Ribeiro foi o único nome inscrito por Goiás. A seleção de indicados passa pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), que define até três nomes para serem analisados e, posteriormente, encaminhados ao Senado para sabatina e votação final.
Compromissos e prioridades
Em entrevista, Carlos Vinícius afirmou que seu compromisso principal será com os princípios que regem o Ministério Público, como a defesa da democracia, da legalidade e dos direitos fundamentais. Ele também destacou a importância de buscar uma Justiça mais eficiente e acessível, propondo uso de ferramentas como a inteligência artificial para liberar os magistrados de tarefas burocráticas.
“O juiz precisa de mais tempo para julgar, e não para lidar com demandas que a tecnologia pode resolver”, afirmou. Para ele, um dos principais desafios atuais é o fenômeno da hiperlitigiosidade, caracterizado pelo grande volume de ações judiciais repetitivas movidas por grandes empresas, o que acaba congestionando o sistema judicial.
Perfil do novo integrante do CNJ
Natural de Goiânia, Carlos Vinícius é promotor desde 2004 e atualmente atua na comarca de Aparecida de Goiânia. Ele também ocupa o cargo de secretário-geral do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), onde está há cinco anos.
O novo conselheiro do CNJ possui uma sólida formação acadêmica: é doutor e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Direito e professor de Direito Administrativo no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). É autor de diversas publicações jurídicas e referência na área.
A nomeação ainda aguarda a assinatura do Presidente da República, que deverá publicar o decreto oficializando sua participação no colegiado. O CNJ é composto por 15 membros com mandato de dois anos, com possibilidade de recondução por mais um período.
Fonte – Jornal Opção





