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Reviravolta no caso Vitória: Pai da adolescente vira suspeito

O caso do assassinato de Vitória Regina de Sousa, uma jovem de 17 anos em Cajamar, São Paulo, ganhou novos desdobramentos quando o pai da vítima, Carlos Alberto Sousa, foi incluído como suspeito na investigação. O corpo de Vitória foi encontrado em 5 de março, em uma área de matagal, com sinais de tortura e brutalidade. Carlos foi investigado no domingo, 9 de março, após a polícia apontar comportamentos estranhos e contradições em seus depoimentos.
A Polícia Civil de Franco da Rocha destacou que Carlos teria agido de maneira incomum após a descoberta do corpo de sua filha. Em um dos momentos, ele teria solicitado um terreno ao prefeito de Cajamar, Kauan Berto, logo após o crime. Além disso, no dia do desaparecimento de Vitória, ele não foi buscar a filha no trabalho, algo que fazia regularmente. Ele também não revelou que tentou ligar para Vitória na madrugada do desaparecimento, em 27 de fevereiro, nem mencionou que a jovem havia manifestado o desejo de mudar de casa devido a desentendimentos familiares. Em uma entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, Carlos negou as acusações de ocultar informações e se defendeu, argumentando que qualquer pai tentaria entrar em contato com a filha desaparecida.

A investigação aponta que Vitória tinha um relacionamento conturbado com seus pais, o que pode estar relacionado a uma briga familiar ou a seu relacionamento com o ex-namorado, Gustavo Vinicius Moraes, de 26 anos, outro suspeito no caso. Gustavo, que já havia sido mencionado nas investigações, foi excluído da prisão, mas se apresentou voluntariamente à polícia na semana passada, alegando estar sendo ameaçado. Em seu depoimento, Gustavo inicialmente disse que não recebeu as mensagens de Vitória pedindo uma carona, mas a triangulação das antenas de celular revelou que ele estava próximo ao local do desaparecimento por volta das 0h35 da noite em questão.

No dia 8 de março, a polícia prendeu Maicol Antônio Sales dos Santos, de 27 anos, o proprietário do carro Toyota Corolla prata que foi visto perto da estrada de terra onde Vitória foi sequestrada. Maicol é amigo de Gustavo e emprestou o carro a ele na noite do desaparecimento. A prisão de Maicol ocorreu após ele ter sido desmentido pela esposa, que afirmou que ele não estava em casa na noite do crime, como ele alegou. A versão de Maicol foi contradita por ela, que afirmou que estava na casa de sua mãe e só reencontrou o marido no dia seguinte. Além disso, vizinhos relataram movimentos suspeitos em torno do carro de Maicol, que desapareceu pouco depois do sequestro de Vitória. Por conta das inconsistências em seu depoimento, a Justiça autorizou a prisão de Maicol.

O corpo de Vitória foi encontrado nu, com sinais claros de violência, incluindo ferimentos profundos no crânio e no pescoço, além de seu cabelo raspado e um sutiã amarrado ao pescoço, o que indica uma possível motivação passional, possivelmente ligada a vingança. A principal linha de investigação aponta para um crime passional, com suspeitas envolvendo tanto o ex-namorado quanto outros envolvidos em desentendimentos com a jovem.

As investigações continuam em andamento, com a polícia coletando depoimentos adicionais e realizando perícias no Toyota Corolla de Maicol e em outros locais relacionados ao crime. Embora a prisão de Maicol tenha ocorrido, o caso ainda depende de mais evidências para esclarecer o papel de cada envolvido. A defesa de Carlos Alberto, pai de Vitória, está tentando reverter sua inclusão na lista de suspeitos, alegando que ele nunca foi formalmente ouvido pela polícia. O caso segue sendo investigado, com a esperança de que novas informações possam ajudar a esclarecer completamente os acontecimentos que levaram à morte de Vitória.

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