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Ronaldo Caiado não é de desistir. Ganhar é história

Governador Ronaldo Caiado entrevista TV Band
Governador Ronaldo Caiado entrevista TV Band

Ronaldo Caiado não é de desistir. Ganhar é história

Coragem é o mote definido pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) para se apresentar como pré-candidato a presidente da República. “Coragem para endireitar o Brasil”, a frase de resistência, é um chamamento à força, como o “Arrocha!” foi em 2018 na campanha para o governo de Goiás.

A mensagem tem nuances que carregam características de personalidade de Caiado e propósitos para um País em arrumação ideológica.

Coragem para levar o Brasil para uma ideologia de direita. Exatamente o que ele procura mostrar, como diferencial em relação àquela representada por Bolsonaro. Este, radical, centrado em bandeiras sem margem para negociação; ele, moderado, defensor da democracia, do diálogo, da distensão. Em todas as suas declarações, isso é posicionado de forma às vezes enfática, outras vezes subliminar.

Coragem para os desafios que isso representa. Caiado entende que ele é naturalmente visto e reconhecido como alguém que não titubeia diante dos problemas e das missões quase impossíveis. Entra nessa conta, inclusive, sua candidatura. Para muitos, um passo sem chão. Goiás nem é representativo na política e no tamanho do eleitorado, pra começo de conversa. O argumento.

Coragem. E tem a federação UB/PP para contornar, disputas internas na sua legenda – parte dela no governo Lula -, guerra na direita pelo direito de ser candidato. Caiado reconhece, porém não se dobra. Desafiar os que não o querem candidato e mostra a coragem que propaga. Firmar essa imagem/ideia/conceito o fortalece, e por isso ele usa o problema como argumento de comprovação de que está no jogo pra valer.

Coragem para ir à guerra contra tudo e contra todos, sem mudar quem é, quem sempre representou, quem construiu como persona ao longo de uma vida na política. Caiado é autêntico, goste-se ou não, é o pressuposto dito sem precisar de palavras.

Coragem para partir em busca de um sonho grande exatamente a partir de um ponto no mapa político, econômico e referencial considerado pequeno. Goiás, assim, é a fragilidade que será vendida como o tônico da busca da conquista. Se Goiás dá certo com Caiado, o Brasil pode dar certo se… Caiado chegar a presidente.

O governo será a referência do goiano para algo que pode ser amplificado para todos os brasileiros. Essa palavra de ordem e resistência já está incorporada em seu discurso. Nas entrevistas que multiplica pelos veículos do País, ele insiste neste aspecto que põe como fundamental: está bem avaliado, está credenciado; tem discurso, tem resultado prático pra mostrar. Só precisa de uma oportunidade – a tecla batida. Simples. Complicada é a urna.

Coragem para não ser radical em tempos de extremo radicalismo. Caiado é médico, defensor da ciência, ciente do peso da Educação, da cultura e de outras áreas no cultivo de uma administração que, em todo caso, tem ideologia diversa e interesses antagônicos a serem conciliados. Seu esforço contínuo é deixar claro que sua formação o credencia ao amplo exercício da dialética e do entendimento em favor das pessoas, independente da diversidade de pensamentos.

Coragem, ato contínuo, para mudar o País sem se prender s pautas políticas estratégicas de direita e esquerda; e para colocá-lo no rumo certo, uma vez que está no rumo incerto e duvidoso, nas mãos de Lula, o que não cansa de repetir. E nisso há uma ligação com sua origem e trajetória: sempre foi duro na crítica à forma com que o petista governa, não é de agora que se segura na oposição com coerência, em defesa do agro, das forças de segurança, educação, das boas práticas de gestão. Assim, com todas as letras do marketing eleitoral guiando o palanque.

Coragem para ir direto no alvo da construção de seu posicionamento como candidato. É este o primeiro passo para então, quem sabe, disputar a Presidência depois das convenções. Com foco no resultado eleitoral, ele aponta que quer chegar ao segundo turno. Faz isso porque entende que no segundo turno leva vantagem, mais que tudo se o adversário for Lula, seu antagonista de estimação é estimulação.

Não haverá pedras no meio do caminho de Caiado até as convenções, em julho do ano que vem. Haverá pedreiras. A coragem ele carrega na garupa de suas ações e a vende como ativo diferenciado para dar conta do recado.

Mas apenas coragem não resolverá os problemas de costuras partidárias e garantirá o desconhecimento da população brasileira sobre ele. Nem os mais de 80% de aprovação são suficientes para a longa travessia pelos palanques nos rincões eleitorais do nosso imenso país de tão diversa cultura e população.

Em recente entrevista à TV Sucesso Band, ele ponderou: quem conhece Caiado, vota em Caiado. Pesquisas que ele tem indicam isso. O que torna mais urgente é necessário ser conhecido. Ao mesmo tempo, é informação motivadora. O desafio do conhecimento é grande, entretanto o benefício pode ser a realizado do sonho.

Caiado vai à luta. É o seu momento. A sua chance. A oportunidade da sua vida. O que sente. O que põe no horizonte. Perder ou ganhar é do jogo, o que ele sempre ressalta com um sorriso, como a dizer: quem não arrisca perder, não arrisca ganhar. Ninguém perde de véspera. Ninguém ganha por antecipação. Desistir, para Caiado, jamais. Na entrevista deixou claro: não tem recuo, haja chuva ou há a federação, por exemplo. Ganhar ou perder é fazer história.

Editor Sucesso