Charlotte Alice Peet, uma jornalista britânica de 32 anos, está desaparecida no Brasil há mais de 10 dias, desde 8 de fevereiro de 2025. Ela foi vista pela última vez em São Paulo, quando informou a uma amiga que planejava viajar para o Rio de Janeiro e procurava um lugar para ficar. Desde então, não houve mais contato com amigos ou familiares.
Peet é freelancer e colaboradora de veículos como The Times e The Daily Telegraph. Ela havia desembarcado no Brasil em novembro do ano passado, sem informar sua família sobre sua viagem. Seu pai, Derek Peet, expressou preocupação, afirmando que sua filha voou para o Brasil sem contar à família, o que considerou incomum. Ela já havia morado no Brasil e trabalhava como correspondente internacional no país. Porém, a pedido da família, ela retornou a Londres durante a pandemia de Covid-19.
A Polícia Civil de São Paulo está investigando o caso, realizando buscas em diversos locais para esclarecer o desaparecimento. A Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil solicitou às autoridades que intensifiquem os esforços de busca.
A comunidade internacional, incluindo a embaixada britânica, está acompanhando o caso de Charlotte Peet, aguardando atualizações das autoridades brasileiras sobre as investigações em andamento.
Charlotte é conhecida por seu trabalho e tinha uma carreira consolidada no jornalismo, reconhecida por seu envolvimento em reportagens que abordavam temas sociais e culturais. Em mais de nove anos de experiência na profissão. Segundo o perfil dela na emissora Al Jazeera, do Catar, Charlotte produziu reportagens entre 2021 e 2022 sobre violência policial em comunidades do Rio, a crise no abastecimento de oxigênio para pacientes de Covid e insegurança alimentar.
Charlotte se formou pela University of London, de acordo com as informações do LinkedIn, e cursou filosofia na University of Bristol. Além do inglês, fala francês, espanhol e português.
Este fato gerou preocupação entre algumas pessoas próximas, que relembraram a morte do jornalista Dom Phillips e Tim Lopes; ambos haviam denunciado crimes cometidos por facções criminosas que operam no Brasil.
O desaparecimento de Charlotte Peet gerou grande mobilização entre jornalistas e organizações de direitos humanos, que pediram para que as autoridades brasileiras intensificassem as buscas. O caso também chamou a atenção pela semelhança com o desaparecimento de outros jornalistas e ativistas no Brasil, como o do britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, que desapareceram na Amazônia em 2022.
Atualmente, há registros de brasileiros desaparecidos no exterior, conforme informações disponíveis até fevereiro de 2025. A Interpol mantém uma lista de pessoas desaparecidas, incluindo cidadãos brasileiros. Em julho de 2024, por exemplo, foram identificados 71 brasileiros nessa condição, com casos que variam desde a década de 1970 até setembro do ano anterior.





