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Sandro Mabel e a história que o povo conta em Goiânia

Foto: Alex Malheiros/Reprodução

Sandro Mabel, prefeito de Goiânia, está em combate. Ele se põe contra quem não cumpre a lei e a ordem na cidade. Todo combate tem consequências.

 

Desafiar os donos do poder – o povo – é um convite a ser, da mesma forma, desafiado e contrariado. Desobedecido. Desmoralizado. Mal avaliado.

 

Os servidores da prefeitura também estão na linha de fogo. Os memes, vídeos e palavras cruzadas de ordem desunida fazem da Capital um campo minado.

 

O jeito de governar de Mabel chama mais atenção do que os resultados. Espanta mais pelo inusitado estranho do que pelo pragmatismo objetivo.

 

Na campanha, o jeito do ex-prefeito Rogério Cruz também chamava a atenção, e os resultados, idem. Ambos, por negativos que resultavam. Isso tá memória dos goianienses. Inquieta, pra início de conversa.

 

Rogério foi rejeitado. Derrotado. O povo dá o poder quanto quer, mas também tira quando se cansa. Como dizem: #ficaadica a Mabel.

 

Outro dia o prefeito cobrou que fossem destacadas conquistas de seu início de gestão. Ocorre que a fumaça está saindo dele, e não da imprensa.

 

O bem feito pouco aparece porque está perdido atrás de suas performances pessoais no Instagram. Protagonismo invertido: zero no prefeito, 100% no palco virtual.

 

Não tem comunicação que dê jeito sozinha em Estado de guerra – município de guerra, no caso. Uma pena.

 

Mabel como o prefeito que faz e acontece, sem tergiversações na timeline e atropelos verbais, é tudo que Goiânia precisa. Bom pra todo mundo.

 

Talvez seja pressa. Bom ter pressa. Ruim é não ter método. O propósito se perde na afobação.

 

O tempo é um dos maiores aliados de todo gestor público. Porem, vira inimigo, se mal administrado. Nas extremidades sempre mora o perigo do precipício.

 

A velocidade pra se ganhar uma eleição não costuma ser mesma necessária pra se tocar uma gestão.

 

Ninguém espera milagres de um prefeito em 100 dias. Basta mostrar rumo. E disposição. E foco no resultado.

 

Boas pesquisas quali e quanti e bons entendedores ajudam muito nessas horas. E ouvir. Ouvir as pessoas. Ouvir a equipe. Ouvir menos os que apenas aplaudem.

 

Tudo para calibrar bem a vontade com a voluptuosidade. Entrar em sintonia com servidor e população. Sair do modo privado de ser para o modo gestão pública de mandato.

 

O empresário e o homem público não se excluem. Mas a história é outra. Quem conta é o povo.

Editor Sucesso