Carregando cotação do dólar...

Servidores Técnico-Administrativos da UEG Aprovam Greve a Partir Desta Quinta-Feira (10)

Servidores técnico-administrativos da UEG aprovam greve a partir desta quinta-feira (10)
(Foto: Divulgação/ Astueg)

Reivindicações incluem criação de plano de carreira e gratificação por titulação; paralisação pode afetar serviços essenciais da universidade

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás (UEG) decidiram em assembleia realizada recentemente iniciar uma greve a partir da próxima quinta-feira, 10 de julho. A decisão foi formalizada e comunicada à reitoria da universidade pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público no Estado de Goiás (Sindipúblico) na tarde desta segunda-feira (7), após diversas tentativas frustradas de diálogo e negociação com o Governo do Estado de Goiás.

A principal motivação para o movimento é a ausência de um plano de carreira estruturado para os técnicos administrativos da UEG. Segundo o sindicato, a universidade estadual goiana é a única do país que ainda não dispõe de um modelo formal que organize a progressão e valorização profissional desses servidores. Além disso, os trabalhadores reivindicam a implementação da gratificação por titulação, benefício que reconheceria a qualificação acadêmica dos servidores e que também está ausente na atual estrutura da instituição.

Com a paralisação, as atividades administrativas da UEG sofrerão uma redução significativa, afetando o funcionamento regular de setores cruciais para o andamento da instituição. Entre os serviços que poderão ser impactados estão a matrícula dos novos estudantes, especialmente dos aprovados nos últimos processos seletivos, o cadastramento e organização das turmas para o próximo semestre e o lançamento das disciplinas no sistema acadêmico. Essas interrupções podem provocar atrasos que reverberam em toda a comunidade universitária.

A greve foi aprovada por unanimidade entre os servidores dos diversos campi da universidade, incluindo unidades localizadas em Formosa, Uruaçu, São Luís de Montes Belos, Goiás, Aparecida de Goiânia, Morrinhos, Quirinópolis e Anápolis. O Sindipúblico reforça que a mobilização visa garantir melhores condições de trabalho, valorização profissional e, consequentemente, a melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade por meio da UEG.

Até o momento, não há previsão para a retomada das negociações formais com o governo, e o sindicato destaca que permanecerá aberto ao diálogo, desde que haja avanços concretos nas demandas apresentadas.

Editor Sucesso