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STF confirma por unanimidade a validade da lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil

STF confirma por unanimidade a validade da lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil
Imagem: Luiz Silveira/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, validar a lei que garante a igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil. A medida confirma a constitucionalidade da legislação que estabelece que profissionais que exercem a mesma função devem receber a mesma remuneração, independentemente de gênero.

A decisão foi tomada durante julgamento no plenário da Corte e representa a manutenção de um conjunto de regras que busca reforçar o combate à desigualdade salarial no mercado de trabalho brasileiro. A norma já estava em vigor desde 2023 e agora tem sua validade confirmada pelo STF, afastando questionamentos apresentados por entidades empresariais e partidos políticos. Entre os principais pontos da lei está a obrigação de empresas com 100 ou mais funcionários de adotarem mecanismos de transparência salarial. Isso inclui a divulgação periódica de relatórios que permitem a comparação entre os salários pagos a homens e mulheres que ocupam funções equivalentes.

A legislação também prevê medidas de fiscalização e punição para casos de descumprimento. Quando forem identificadas diferenças salariais injustificadas, as empresas poderão ser obrigadas a apresentar planos de correção, além de estarem sujeitas a sanções previstas em lei. Os ministros acompanharam o entendimento de que a norma está alinhada com os princípios constitucionais da igualdade e da não discriminação, reforçando o dever do Estado de combater desigualdades históricas no ambiente de trabalho.

O julgamento analisou ações que questionavam dispositivos da lei, mas a Corte entendeu que as regras são válidas e necessárias para garantir maior transparência e justiça nas relações trabalhistas. Com a decisão, o STF reforça a aplicação da Lei da Igualdade Salarial em todo o território nacional, consolidando um marco jurídico no enfrentamento à diferença de remuneração entre homens e mulheres

Ana Carolina