Nesta terça-feira, 10 de junho de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reinicia os interrogatórios dos réus envolvidos na ação penal referente à tentativa de golpe de Estado em 2022. As audiências começam às 9h, com o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, sendo o próximo a prestar depoimento.
Até agora, dois réus foram ouvidos: o tenente-coronel Mauro Cid, que colaborou com um acordo de delação premiada, e o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Cid revelou que Jair Bolsonaro recebeu e editou um documento conhecido como “minuta do golpe”, que previa a prisão de várias autoridades. Já Ramagem negou a existência de um grupo de trabalho focado nas urnas eletrônicas.
Outros Réus a Serem Ouvidos
Além de Garnier, ainda restam os depoimentos de:
– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
– Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
– Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
– Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice de Bolsonaro na eleição de 2022
Contexto do Julgamento
Os interrogatórios são uma das últimas etapas do processo, que investiga uma suposta rede criminosa organizada para desestabilizar a ordem constitucional. As acusações incluem tentativa de golpe, formação de organização criminosa e danos ao patrimônio público. Se condenados, os réus podem enfrentar penas que somam mais de 40 anos de prisão.
A fase de interrogatórios ocorre em um ambiente de alta tensão política e social. A defesa de Bolsonaro argumenta que as acusações são politicamente motivadas, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma ter evidências robustas, incluindo mensagens e documentos que sugerem um plano para desacreditar o sistema eleitoral.
Esse julgamento é um momento crítico para a democracia brasileira, refletindo a disposição do Judiciário em responsabilizar figuras de alto escalão. A condução do processo será observada de perto, pois pode impactar a confiança pública nas instituições e a estabilidade política do país.
Independentemente do resultado, o caso serve como um lembrete da importância da vigilância institucional e do compromisso com os princípios democráticos. A história está sendo moldada neste tribunal, e suas consequências afetarão o futuro da política brasileira.
O que acontece após os interrogatórios ?
Quando encerrados os interrogatórios, defesa e acusação terão o prazo de cinco dias para requerer novas investigações ou medidas consideradas necessárias. Depois dessa fase, deverão apresentar suas alegações finais, no prazo de 15 dias.
Em seguida, o ministro relator do caso prepara seu voto e libera o caso para julgamento, e decidirá pela condenação ou absolvição dos réus.





