Um navio de passageiros atingido por um surto de hantavírus deve concluir nesta segunda-feira (11) a retirada total dos passageiros a bordo, em uma operação internacional de evacuação que envolve diferentes países e autoridades de saúde.
A embarcação, que havia sido isolada após a confirmação de casos da doença, permanece sob monitoramento enquanto equipes médicas e militares coordenam o desembarque gradual dos ocupantes. O processo ocorre de forma controlada para reduzir riscos de transmissão e garantir que todos os passageiros sejam encaminhados com segurança para seus países de origem. Segundo autoridades envolvidas na operação, o navio transportava cerca de 140 a 150 pessoas de diversas nacionalidades quando o surto foi identificado. A retirada começou de maneira escalonada, priorizando grupos de passageiros de diferentes países, que estão sendo levados para aeroportos locais e, em seguida, repatriados em voos especiais organizados pelos governos.
O hantavírus, geralmente associado ao contato com roedores, gerou preocupação internacional após a confirmação de infecções a bordo e a ocorrência de mortes entre passageiros. Até o momento, diferentes veículos internacionais apontam que houve ao menos três óbitos ligados ao surto, além de outros casos confirmados e suspeitos da doença. As autoridades de saúde da Espanha e de outros países envolvidos na operação reforçaram que o risco para a população em geral permanece baixo, mas destacaram a necessidade de monitoramento rigoroso dos passageiros evacuados. Em alguns casos, os viajantes estão sendo submetidos a períodos de isolamento e acompanhamento médico após o desembarque.
Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, acompanham a situação e apoiam o rastreamento dos contatos e a coordenação entre os países para evitar novos casos relacionados ao surto. Com a conclusão da retirada prevista para hoje, o navio será encaminhado para procedimentos de desinfecção e inspeção sanitária completa, antes de qualquer nova operação marítima.





