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Terremoto no Afeganistão deixa mais de 800 mortos e milhares de feridos

Terremoto no Afeganistão deixa mais de 800 mortos e milhares de feridos
Foto: REUTERS/Stringer

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu uma região montanhosa no leste do Afeganistão, na noite deste domingo (31/8), resultando na morte de ao menos 812 pessoas e deixando mais de 2 mil feridos, segundo autoridades locais. O epicentro foi registrado próximo à fronteira com o Paquistão, em uma área de difícil acesso, o que tem dificultado os trabalhos de resgate.

O governo afegão, liderado pelo Talibã, declarou que diversas vilas na província de Kunar foram devastadas pelos tremores. A destruição das estradas e a escassez de recursos têm comprometido as operações de socorro — apenas quatro helicópteros estão atuando no transporte de vítimas para hospitais da região.

Além do primeiro abalo sísmico, que foi o mais intenso, pelo menos cinco tremores secundários foram registrados nas horas seguintes, aumentando o temor entre os moradores e a destruição em áreas já afetadas.

O terremoto foi sentido em diversas localidades fora do território afegão, incluindo Islamabad, capital do Paquistão, e Nova Delhi, na Índia.

Apelo internacional

Diante da gravidade da situação, o Talibã solicitou ajuda internacional urgente. A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu nota afirmando estar “profundamente consternada com o devastador terremoto” e informou que equipes de emergência estão em campo prestando assistência às comunidades afetadas.

“Nossas equipes estão no local oferecendo apoio vital. Nossos pensamentos estão com as famílias e comunidades atingidas”, declarou a ONU.

Pior tragédia sísmica desde 2022

Este já é considerado o terremoto mais letal no país desde junho de 2022, quando outro tremor matou cerca de mil pessoas na região sudeste do Afeganistão. O país está localizado em uma zona de intensa atividade sísmica, sendo vulnerável a terremotos de grandes proporções com frequência.

A situação humanitária no país, já fragilizada por crises econômicas e políticas desde a retomada do poder pelo Talibã em 2021, torna os efeitos do desastre ainda mais severos.

Editor Sucesso